Toni Morrison (Lorain, Ohio, 18 de Novembro de 1931) é uma escritora norte-americana ganhadora do Prémio Nobel de Literatura em 1993 por seus romances fortes e pungentes, que relatam as experiências de mulheres negras nos Estados Unidos durante os séculos XIX e XX.

Seu livro de estréia, O olho mais azul (1970), é um estudo sobre raça, gênero e beleza — temas recorrentes em seus últimos romances. Despertou a atenção da crítica internacional com Song of Solomon (1977). Amada (1987), o primeiro romance de uma trilogia que inclui Jazz (1992) e Paraíso (1997), ganhou o Prêmio Pulitzer de melhor ficção e foi escolhido pelo jornal americano New York Times como “a melhor obra da ficção americana dos últimos 25 anosâ€. Morrison escreveu peças, ensaios, literatura infantil e um libreto de ópera. Seu último romance é Amor (2003).

Ãndice

editar Obras publicadas

editar Romances

editar Literatura infantil (com Slade Morrison)

  • The Big Box (2002)
  • The Book of Mean People (2002)

editar Estórias curtas

editar Peças

editar Libretti

editar Não-ficção

  • The Black Book (1974)
  • Birth of a Nation'hood (co-editor) (1997)
  • Playing in the Dark (1992)
  • Remember:The Journey to School Integration (April 2004)

editar Artigos

  • "This Amazing, Troubling Book" (An analysis of The Adventures of Huckleberry Finn by Mark Twain)

editar Prémios

  • National Critics Award (1977)
  • Prémio Pulitzer (1988)
  • Prémio Nobel da Literatura (1993)

editar Ligações externas

Wikiquote
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Vencedor do Prémio Nobel de Literatura de 1993


Resumo da obra:

O olho mais Azul

Nossa casa é verde, velha e fria. Esta foi uma descrição feita por Claúdia a respeito da casa onde ela, a irmã Frieda e a mãe e seu pai viviam. O sentido da palavra fria na descrição da casa, levando – se em conta que as meninas eram de certa forma desprezadas pela mãe, leva a crer que a qualidade de ser fria, não era da casa, mais sim da mãe. Embora a família seja pobre, eles fazem o seu melhor para prever as suas filhas. As crianças na época não podiam manifestar suas opiniões, somente ouviam os adultos, não diferente com as meninas da casa verde, elas não podiam nem ficar doente que a mãe, a Sra MacTeer, lá estava a reclamar. Certa vez a pobre da Claúdia resfriada que estava, além de passar a maioria do tempo segurando a tosse, acabou passando mal e vomitou na cama, a coitadinha levou tanto sermão de sua mãe, que chegava a dar pena. Era uma tarde de outono quando chegou Sr° Henry , o novo inquilino de uns dos quartos da casa , a mãe de Claúdia conversava com suas amigas na cozinha e era toda aliviada e satisfeita ao falar sobre a vinda do homem.

Frieda e Claúdia não foram apresentadas ao Sr° Henry, meramente mostradas, como se apresenta um cômodo de uma casa,†....aqui é o banheiro, aqui a sala e.....estas são minhas filhas!â€- disse a mãe. 

Certo dia, Claudia e Frieda recebem a notícia, de que uma menina que não tinha para onde ir iria vir passar uns tempos junto com elas. Essa menina se chamava Pecola Breedlove e estava se abrigando ali na casa, porque seu pai colocara fogo na casa e cada um foi para um lado, por assim dizer. Ai a menina Pecola acabou se abrigando ali na casa das meninas. Elas dormiam na mesma cama. Eram amiguinhas quase da mesma idade entre nove e onze anos, Pecola tinha a mesma idade de Claúdia. Um acontecimento marcante para as meninas foi quando, após ouvirem xingos e reclamações da mãe porque Pecola estava bebendo leite demais, as três meninas vão para o quintal e após se sentarem na calçada, Claudia percebe que Pecola esta sangrando, Frieda se assusta, mas Claudia não se aflige, pois ela já tinha ouvido os adultos falarem que mulheres menstruam e era também do seu conhecimento que Pecola agora se tornara mulher e podia ter bebes. Assim como todas as meninas, Pecola queria ser menina branquinha, adorava os olhos azuis da atriz mirim Shirley Temple e no Natal sonhava com uma bonequinha loura de presente. Porém Claudia era diferente, não odiava somente as bonecas e Temple, mas também todas as meninas brancas da face da Terra. Ela destruía bonecas brancas. Claúdia indignava-se porque a sociedade impunha através de seus preconceitos, que você seria mais gente, se tivesse o olho azul. Claudia nos revela a dificuldade que as crianças, particularmente, as negras, tinham em conviver com condições extremas de ódio. A partir de seus colegas, professores, adultos da cidade, e até mesmo seus pais, Claudia, Frieda, e Pecola aprendem que a brancura é o padrão de beleza. Como à Pecola só resta achar que é feia, agressivamente feia, pobre e feia, lhe sobra a crença de que se seus olhos fossem diferentes, ela seria diferente. Então, toda noite, sem falta, Pecola reza para ter os olhos azuis. Reza fervorosamente. Por mais que demore, porque Pecola sabe que leva muito tempo para que uma coisa maravilhosa como essa aconteça, pois no presente só encontra rejeição em todos os ambientes que freqüenta. Na escola, sempre fora ridicularizada até pelas outras crianças negras, pois era quem tinha a pele mais escura. Em casa, o pai a oprimia e a mãe sempre preferiu dedicar seu amor à família branca para a qual trabalhava.

Com quatorze anos, Cholly Breedlove, pai de Pecola, na noite do funeral de sua tia Jimmy que o criou, encontra a sua primeira experiência traumática com o racismo. Enquanto ele e sua namoradinha Darlene estão tendo relações sexuais na mata, dois caçadores brancos os encontram e acham o incidente divertido e fazem Cholly continuar o ato enquanto eles vêem. O incidente assola Cholly desenvolvendo sua masculinidade, quase como um estupro físico. Em vez de ficar zangado com os homens brancos, ele direciona sua indignação perante Darlene, achando-se incapaz de protegê-la, pois é um homem negro. Após o incidente, Cholly vive sozinho, vagueia de cidade em cidade, até se casar Pauline Willians, mãe de Pecola. Sua vulnerabilidade, seus traumas levam-no a violação de Pecola. Por sua vez, a Sra. Breedlove, sua mãe, a culpa. Pecola engravida e o bebê morre, ela então acaba por ter um esgotamento nervoso.
Subentende-se que pelo fato de Cholly  não ter convivido com figuras masculinas em sua vida, ele não sabe como ser um pai para seus próprios filhos. Porque ele foi abusado, a sua dor levou-o a cometer o mesmo ato com sua filha. 

Pecola sofreu discriminação e desprezo até mesmo por parte das pessoas que viviam ao seu redor, ela então vai morar com a mãe nas redondezas da cidade. Anos mais tarde seu pai faleceu na casa de correção. Claudia e Frida até agora se perguntam, a razão pela qual tanta desgraça assolara a vida de Pecola, mas infelizmente a justificativa, não é tão fácil de se encontrar, talvez a culpa esteja na sociedade racista da década de 40, que ate hoje ainda insiste em existir.

criação: Norma Bastos norminha_bastos@hotmail.com