Nota: Para outros significados de Tibério, ver Tibério (desambiguação).

Tibério
Imperador romano
Busto de Tibério.
Reinado 1437
Nome completo Tibério Cláudio Nero (do nascimento até à adopção);
Tibério Júlio César (da adopção até á sua ascensão);
Tibério Júlio César Augusto (como Imperador)
Nascimento 16 de Novembro de 42 A.C.
Roma
Falecimento 16 de Março de 37
Miseno
Antecessor Augusto
Sucessor Calígula
Esposas Vipsânia Agripina
Júlia
Filhos Júlio César Druso (com Vipsânia)
uma criança que morreu na infância (com Júlia)
Germânico (adoptivo)
Dinastia Júlio Claudiana
Pai Tibério Nero
Mãe Lívia Drusa

Tibério Cláudio Nero César (em Latim: Tiberius Claudius Nero Cæsar) (16 de Novembro, 42 a.C. - 16 de Março, 37 d.C.), foi imperador romano de 14 até à sua morte. Foi o segundo imperador de Roma pertencente à dinastia Julio-Claudiana, sucedendo ao padrasto César Augusto.

Tibério pertencia à família Claudii da aristocracia romana e era filho de Tiberius Claudius Nero e de Livia Drusilla, sendo irmão de Druso. A sua mãe separou-se do pai enquanto ele e o irmão eram bastante jovens, para casar com o imperador Augusto. Subsequentemente, Augusto adotou-o como filho a 26 de Junho do ano 4 e, apesar de algumas hesitações, nomeou-o sucessor. À medida que foi crescendo, Augusto confiou-lhe tarefas de maior responsabilidade, até que se tornou no general supremo das legiões estacionadas na Germânia Inferior, um dos postos mais importantes do império.

Em 12 a.C., Tibério é obrigado a divorciar-se da sua mulher Vipsânia (filha de Marcos Vipsânio Agripa) para casar com a herdeira de Augusto, Júlia Cesaris. Uma vez que Tibério gostava bastante da primeira mulher, este casamento esteve condenado ao fracasso desde o início. Talvez por este motivo, a relação com o padrasto e agora sogro esfriou e Augusto passou a preferir Germânico, um dos sobrinhos de Tibério. Numa manobra calculada, Tibério exilou-se em Rhodes, sob o pretexto de querer estudar retórica.

Acaba por regressar vários anos depois, na altura da morte dos netos de Augusto (filhos de Júlia e Agripa), dada a vontade do imperador em nomeá-lo como herdeiro. Tibério sucede no trono imperial em 14, com o nome de Tibério César Augusto (Tiberius Caesar Augustus), mas descobre que as legiões do Reno se tinham amotinado por preferirem o seu comandante - Germânico - como sucessor. A rebelião foi travada pelo próprio aclamado, que não pretendia roubar o trono ao tio. No entanto Tibério passou a evitar o sobrinho e, quando este morre em 19 em circunstâncias estranhas, foi um dos principais suspeitos.

Pouco tempo depois da subida ao trono, a natureza instável de Tibério revelou-se. Entrou em conflito aberto com a mãe, Livia Drusa, recusando-lhe a parte que lhe cabia da herança de Augusto e outros privilégios concedidos. Paranóico por conspirações, retirou-se para a ilha de Capri de onde governou até ao fim do reinado. Atrás de si, deixava o controle de Roma nas mãos do ambicioso Sejanus, o líder da guarda pretoriana. Iniciou-se então uma onda de terror, com o assassinato e proscrição de muitos senadores importantes, homens de negócios e membros da família imperial. A viúva de Germânico, Agripina e os seus dois filhos mais velhos Nero e Druso César, foram exilados e assassinados por ordem de Tibério.

Tibério tinha uma vida pessoal de costumes duvidosos, mesmo para a sua época. Segundo Suetônio, era pedófilo, e recrutava crianças para lhe servirem de lacaios em suas cerimônias pervetidas e lascivas. Gostava de banhar-se com tais crianças em piscinas particulares, e fantasiar que elas eram peixes lhe satisfazendo. Um dos lacaios de Tibério foi, ironicamente, seu sobrinho-neto que iria suceder-lhe o trono, Calígula. Tais depravações chocaram os romanos quando surgiram à tona, o que agravou ainda mais a sua já delicada situação política. O fato de ter mandado matar a maioria dos descendentes de Germânico sob pretextos ridículos contribuiu também para a negra noção que Tibério deixou para a História.

O imperador Romano Tibério

Não obstante todas as insinuações acerca da sua vida privada, Tibério foi um grande administrador, tendo multiplicado em muito o dinheiro deixado por Augusto e tendo preservado a "Pax Romana". O facto de chegar a ser avarento, não dando jogos ao povo romano, como era costume, contribuiu mais para o ódio em que a sua figura incorreu.

Sejanus acabou por cair em desgraça e ser executado em 31, depois de descoberto um plano para depôr Tibério, o que só aumentou a paranóia do imperador e induziu nova série de proscrições. Quando Tibério morreu, o povo respirou aliviado. Em Roma, a multidão gritou: "Tiberius ad Tiberim" (Tibério ao Tibre!).

Tibério morreu de causas naturais em 37, deixando o império ao sobrinho-neto Calígula e ao neto Tibério Gemelo. Pouco tempo depois, Calígula manda matar o primo e torna-se no único imperador.

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editar Ver também


Precedido por
César Augusto
Imperador romano
1437
Sucedido por
Calígula


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