| Santiago de Compostela Santiago de Compostela |
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| Localização | |
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Localização de Santiago de Compostela na Espanha
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| Comun. Autónoma | Galiza |
| Província | Corunha |
| Dados | |
| Fundação | Siglo IX |
| Alcaide (2007) | Socorro García Conde, (Pontenova-Lugo, 1968) Bloque Nacionalista Galego BNG |
| Área | 223 km² |
| População | 93 712 hab. (INE 2007) |
| Densidade | 420,23 hab./km² |
| Altitude | 260 metros |
| Gentílico | Santiagués/a, Compostelano/a, Pichelero/a |
| Código postal | 15700 |
| Município da Espanha |
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Santiago de Compostela é a capital da Galiza (Espanha), localiza-se na província da Corunha, de área 223 km² com população de 93712 habitantes (2007) e densidade populacional de 416,70 hab/km².
É uma cidade mundialmente famosa pela sua catedral de fachada barroca onde acorrem os peregrinos que perfazem os Caminhos de Santiago de maneira a depararem-se com o manto de Sant'Iago, um dos apóstolos de Cristo, cujo corpo se diz que foi trasladado para aquele lugar.
Índice |
editar História
No território que atualmente ocupa a catedral existia um povoado romano, que se tende a identificar como a mansão romana de Aseconia, que existiu entre a segunda metade do século I e o século V. O povoado desapareceu mas permaneceu uma necrópole que esteve em uso, provavelmente, até o século VII.
O nascimento de Santiago, como se conhece agora, está ligada à descoberta (presumível) dos restos do Apóstolo Santiago entre 820 e 835, à elevação do nível religioso dos restos, à Universidade e, mais recente, à capitalidade da Galiza.
Segundo a tradição medieval, como aparece pela primeira vez na Concórdia de Antealtares (1077), o eremita Paio alertado por luzes noturnas, que se produziam no bosque de Libredão, avisou o bispo de Iria Flavia, Teodomiro, que descobriu os restos de Santiago Maior e de dois dos seus discípulos, no lugar que posteriormente se levantaria Compostela, topônimo que poderia vir de Campus Stellae, isto é "campo de estrelas", ou mais provavelmente de Composita Tella, "terras bem ajeitadas", eufemismo de cemitério; ou mesmo "[Ja]Com[e A]postol[u]"). A descoberta propiciou que Afonso II das Astúrias, necessitado de coesão interna e apoio externo para o seu reino, fizera uma peregrinação que anunciou no interior do seu reino e no exterior, a um novo lugar de peregrinação da cristandade num momento em que a importância de Roma decaíra e Jerusalém não era acessível por estar em poder dos muçulmanos.
Pouco a pouco foi-se desenvolvendo a cidade, primeiro estabeleceu-se uma comunidade eclesiástica permanente a cargo dos restos atopados formada pelo bispo de Iria e os monges de San Paio de Antealtares, espontaneamente assentou-se uma população heterogênea, ainda que fundamentalmente estava formada por emigrantes procedentes das aldeias próximas, que foi aumentando à medida que se desenvolvia a peregrinação por razões religiosas por todo o ocidente peninsular, reforçado pelo privilégio concedido por Ordonho II no ano 915 pelo que se estabelecia que quem quer que permanecer quarenta dias sem ser reclamado como servo passava a ser considerado como um homem livre com direito a residir em Compostela. A cidade foi destruída por Al-Mansur em 10 de Agosto do ano 997, que tão só respeitou a sepultura do apóstolo. Após a volta dos habitantes começou a reconstrução, o bispo Cresconio, a meados do século XI, dotou a cidade dum cinto de fossas e uma muralha como medida defensiva.
No ano 1075 deu-se início à construção da catedral românica refletindo, de imediato, no aumento da peregrinação à Compostela, definindo-a como um lugar de referência religiosa na Europa. Com esse aumento, sua importância, que se vê recompensada também politicamente, tornando-a, na época do Arcebispo Xelmírez, à categoria de metropolitana compostelana (1120). Entre os séculos XII e XIII foi-se artilhando a rede de ruas dentro do recinto amuralhado. A chegada da Peste Negra à cidade seguido de uma forte recessão demográfica, a partir de 1380 recuperou a população e no século XV tinha entre 4.000 e 5.000 habitantes.
A fundação da Universidade no século XVI dá-lhe um novo impulso à atração de Santiago, em particular na Galiza, a qual continuará tendo ainda apesar da descida relativa da importância da cidade.
O estabelecimento da autonomia da Galiza fixado pela capital galega, obtendo como consequência um novo pulo no fim do século XX que contrastou amplamente a descida relativa da importância como cidade universitária ao criarem-se as universidades de Vigo e Corunha.
editar Demografia
| Variação demográfica de Santiago de Compostela entre 1900 e 1981 | |||
| 1900 | 1930 | 1950 | 1981 |
| 24 120 | 38 270 | 55 553 | 82 404 |
| Variação demográfica de Santiago de Compostela entre 1991 e 2004 | |||
| 1991 | 1996 | 2001 | 2004 |
| 87 807 | 93 672 | 90 188 | 92 298 |
editar Festas e celebrações
- Festas da Ascenção
- Festas do Apóstolo
editar Museus
- Centro Galego de Arte Contemporânea, museu à base de exposições temporais de obras atuais.
- Museu do Povo Galego, sobre a etnografia e história de Galiza, no convento de São Domingos de Bonaval.
editar Patrimônio arquitetônico
editar Arquitectura religiosa
- San Martiño Pinario, igreja e mosteiro.
- Seminário Maior, em San Martiño Pinario
- Convento de São Francisco do Val de Deus
- Convento de San Paio de Antealtares
- Santa Maria Salomé, igreja românica (s.XII) na Rua Nova.
- Catedral de Santiago de Compostela, o emblema religioso de Galiza e o Caminho de Santiago, com múltiplos pontos de interesse, entre os que destacam no seu interior o Pórtico da Glória do Mestre Mateus e no exterior as fachadas de Pratarias e Obradoiro (conjunto barroco que completa a fachada principal diante do pórtico da Glória em frente ao Paço de Raxoi).
editar Arquitectura civil
- Paço de Raxoi, neoclássico (século XVIII), sede do Concelho e da Presidência da Junta da Galiza, situado na praça do Obradoiro, frente a frente com a catedral.
- Hospedaria dos Reis Católicos, antigo edifício que passou por diversas ocupações como hospital e centro de peregrinos e hoje é Parador Nacional.
- Mercado.
- Cidade da Cultura (Em construção)
- Universidade. Edifício na atualidade ocupado pela Faculdade de História e Geografia.
- Colégio de Fonseca. Atualidade sede da reitoria da Universidade de Santiago e da sua Biblioteca Geral, na bela e agradável Praça de Fonseca.
- Parque da Ferradura.
- Porta do Caminho, entrada da época medieval.
- Rua do Franco. Típico lugar de passeio e toma de vinhos.
- Rua do Vilar. Com múltiplos e chamativos suportais.
- Praça da Quintana, dividida em Quintana de Vivos e Quintana de Mortos, limitada entre catedral, casa da Parra, Convento de São Paio de Antealtares e a casa da Conga.
- Esculturas. Em Santiago há uma grande quantidade de esculturas no interior e no exterior de edificações ou em parques, de épocas passadas até a atualidade.
editar Arquitectura militar
editar Imagens
editar Cidades-irmãs
Santiago de Compostela possui quatro cidades-irmãs:
editar Ver também
editar Ligações externas
- Caminho de Santiago - O Portal Peregrino
- Auditório da Galicia
- Informação para os peregrinos a Santiago (em inglês)
- Turismo de Santiago de Compostela (também em espanhol e inglês)
- Site Oficial da Cidade
- "Live Cam" da fachada principal
- Fotografias de Santiago de Compostela
- Santiago de Compostela: informação8
