Nota: Se procura Sahara associado ao filme de 2005, consulte Sahara (2005).

Nota: Se procura filme de 1983 com Brooke Shields, consulte Sahara (1983).


Imagem de satélite.
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O Deserto do Saara (em língua árabe: الصحراء الكبرى, aṣ-ṣaḥrā´ al-koubra; alternativamente em português: Sara ou Sahara) é tecnicamente o segundo maior deserto do mundo logo após a Antártica. [1] Localizado no Norte da África tem uma área total de 9.065.000 km2, sendo equivalentemente, um pouco menor que a Europa (10.400.000 km2) e os Estados Unidos e maior que países continentais, como: Brasil, Austrália e Índia. O nome Saara é uma transliteração (em língua árabe: صحراء), que por sua vez é a tradução da palavra tuaregue tenere (deserto). O deserto compreende parte dos seguintes países e territórios: Argélia, Burkina Faso, Chade, Egipto, Líbia, Marrocos, Saara Ocidental, Mauritânia, Mali, Níger, Senegal, Sudão, e Tunísia. Vivem cerca de 2,5 milhões de pessoas na área do Saara.

Deserto do Saara.

Índice

editar História

Os humanos viveram na extremidade do deserto por quase 500 mil anos. Durante a última glaciação, o deserto do Saara foi mais úmido (como o Leste africano) do que é agora. Ele possuía densas florestas tropicais. Seu clima era tão diferente que recentes estudos revelaram que o Rio Nilo corria antigamente para o Oceano Atlântico em vez de desaguar no Mar Mediterrâneo. Uma mudança de poucos graus no eixo de rotação terrestre causou, a cerca de 10 mil anos, uma grande transformação climática gerando o Saara. Essa alteração, segundo alguns cientistas, foi a mãe da civilização egípcia pois deslocou pessoas que já haviam desenvolvido formas de vida sedentárias (agricultura e pastoreio) e tradições históricas (civilização) para o leito atual do Rio Nilo. O deserto é rico em história, diversos fósseis de dinossauros, e outros animais, foram encontrados ali. O Saara moderno, geralmente, é isento de vegetação, exceto no vale do Nilo e em poucos oásis e algumas montanhas dispersas.

editar Geografia

Pedras naturais na Líbia.
Mapa topográfico do Saara

O deserto do Saara compreende parte dos seguintes países e territórios: Argélia, Burkina Faso, Chade, Egipto, Líbia, Marrocos, Saara Ocidental, Mauritânia, Mali, Níger, Senegal, Sudão, e Tunísia. Vivem cerca de 2,5 milhões de pessoas na área do Saara.

A área do Saara também inclui parte das bacias do Rio Nilo e do Rio Senegal, as montanhas Aïr, Hoggar, Atlas e o Vulcão Tibesti, pequenos desertos como Erg, Deserto da Líbia, Ténéré, Depressão do Qatar e Erg Chebbi, o lago Chade, e os oásis Bahariya, Ghardaïa e Timimoun.

As fronteiras do Saara são o Oceano Atlântico a oeste, a cordilheira do Atlas e o Mar Mediterrâneo a norte, o Mar Vermelho a leste e o vale do Rio Níger a sul.

O Saara divide o continente africano em duas partes, a África do Norte e Sub-Saariana. A fronteira saariana ao sul é marcada por uma faixa semi-árida de savana chamada Sahel, e ao sul de Sahel encontra-se o Sudão.

De acordo com o critério da botânica Cap-Rey, o Saara está entre as áreas: [2] [3]

De acordo com o critétio do clima: [4]

  • ao norte: 100 milímetros anuais de precipitação.
  • ao sul: um limite de 150 milímetros de precipitação anual (que se mantem de um ano a outro).

editar História do clima

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Um oásis nas montanhas Hoggar.

O clima do Saara submeteu-se à uma enorme variação entre o seco e o úmido durante os últimos cem mil anos. [5] durante a última Era do Gelo, o Saara era maior do que é hoje, estendendo para o sul além de seus limites atuais. [6] O fim da idade de gelo trouxe épocas melhores ao Saara, de aproximadamente 8000 a.C. a 6000 a.C., devido a área de baixa pressão desmoronar o manto de gelo ao norte.[7]

Quando a Era do Gelo se foi, a parte norte do Saara secou. Entretanto, não muito tempo depois, monção trazeram chuva ao Saara neutralizando a tendência de secar o Saara na parte sul.

O ar sobre a Terra transforma-se em aquecedor e ascensões, puxando no ar úmido do oceano, isto causa a chuva. Paradoxalmente, o Saara estava mais úmido quando recebeu mais insolação no verão. Por sua vez, todas as mudanças na insolação são causadas por mudanças na geofísica da Terra. [8].

Ao redor de 2500 a.C., as monções recuaram para o sul onde está hoje, [9] que conduziram a desertificação do Saara. O Saara está atualmente tão seco como era aproximadamente 13.000 anos atrás. Estas circunstâncias são responsáveis para o que foi chamado de Teoria da Bomba do Saara.

O Saara é conhecido por ter um dos climas mais ásperos do mundo. O vento nordeste que prevalece pode frequentemente fazer com que a areia dê forma a furacões. A precipitação, quando rara não é desconhecida e acontece ocasionalmente nas zonas de beira-mar ao norte e ao sul, o deserto recebe aproximadamente 25 cm de chuva em um ano. As chuvas acontece muito raramente, geralmente torrenciais após os longos períodos secos, que podem durar por anos.

editar Fauna

A sombra de um camelo viajando pelo Deserto do Saara na Tunísia.
  • Dromedários e cabras são os animais predominantes no Saara, por causa das suas qualidades de sobrevivência, da resistência e da velocidade, um dromedário é o animal favorito dos nômades.
  • O Leiurus quinquestriatus é um tipo de escorpião do Saara pode alcançar 10 cm, ele possui o agitoxina e scyllatoxina, que são venenos tóxicos, que levam a morte na maioria dos casos.
  • O varano com nome científico de varanidae é um tipo de lagarto.
  • Cerastes é um tipo de cobra que tem em média 50 cm no comprimento. Muitos têm um par de chifres. Muito ativo na noite, encontram-se geralmente enterrado na areia com somente seus olhos visíveis. As mordidas são dolorosas, mas raramente fatais.
  • Feneco, um omnívoro.
  • A Dassie, seu primeiro fóssil encontrado recorda 40 milhões de ano atrás.
  • O avestruz é nativo da África, tornaram-se raros porque foram imigrados para outros países.
  • O adax é um grande antílope branco, é uma espécie ameaçada. Adaptado ao deserto, pode sobreviver por até um ano sem água.
  • A chita do Saara vive no Niger, Mali e Chad.

editar Ver também

Commons
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Desertos da África:

Outros desertos no mundo:

Notas

  1. Há pouca precipitação no Antártica, a não ser nas costas, o interior do continente gelado é tecnicamente o maior deserto do mundo.
  2. Grove, A.T., nicole (1958,2007). "The Ancient Erg of Hausaland, and Similar Formations on the South Side of the Sahara". The Geographical Journal 124 (4): 528-533. Página visitada em 2007-05-23.
  3. Bisson, J. (2003). Mythes et réalités d'un désert convoité: le Sahara. L'Harmattan.
  4. Walton, K. (2007). The Arid Zones. Aldine.
  5. Kevin White and David J. Mattingly (2006). Ancient Lakes of the Sahara. American Scientist, pp.58-65.
  6. Christopher Ehret. The Civilizations of Africa. University Press of Virginia, 2002.
  7. Fezzan Project — Palaeoclimate and environment, 15 de Março 2006.
  8. "Geophysical Research Letters" Simulação de uma mudança abrupta na vegetação do Saara - 15 de Julho de 1999
  9. Sahara's Abrupt Desertification Started by Changes in Earth's Orbit, Accelerated by Atmospheric and Vegetation Feedbacks.

editar Ligações externas