Nota: Se procura outras acepções, consulte São Paulo (desambiguação).
Município de São Paulo
"Terra da garoa"

"Sampa"

Brasão de São Paulo
Bandeira de São Paulo
Brasão Bandeira
Hino
Aniversário {{{aniversário}}}
Fundação 25 de Janeiro de 1554 (454 anos)
Gentílico paulistano
Lema Non dvcor dvco
"Não sou conduzido, conduzo"
Prefeito(a) Gilberto Kassab (DEM)
Localização
Localização de São Paulo
23° 32' 52" S 46° 38' 09" O23° 32' 52" S 46° 38' 09" O
Estado São Paulo
Mesorregião Metropolitana de São Paulo
Microrregião São Paulo
Região metropolitana São Paulo
Municípios limítrofes Oeste: Cajamar, Cotia, Embu, Embu-Guaçu, Itapecerica da Serra, Juquitiba, Osasco, Santana de Parnaíba e Taboão da Serra;
Norte: Caieiras, Guarulhos e Mairiporã;
Leste: Ferraz de Vasconcelos, Itaquaquecetuba e Poá;
Sudeste: Diadema, Mauá, Santo André, São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul;
Sul: Itanhaém e São Vicente.
Características geográficas
Área 1.522,986 km²
População 10.990.249 hab. (SP: 1º) - est. IBGE/2008 [1]
Densidade 7.216,3 hab./km²
Altitude 792 metros
Clima subtropical Cwa
Fuso horário UTC-3
Indicadores
IDH 0,841 (SP: 18°) - elevado PNUD/2000
PIB R$ 263.177.148 mil (BR: 1º) - IBGE/2005 [2]
PIB per capita R$ 24.174,59 IBGE/2005 [2]

São Paulo, capital do estado homônimo, é a maior cidade do Brasil, das Américas e de todo o hemisfério sul.[3] Uma das cidades brasileiras mais influentes no cenário global, São Paulo é considerada a 14ª cidade mais globalizada do planeta[3], recebendo o status de cidade global beta, por parte do Globalization and World Cities Study Group & Network (GaWC).[4]

A cidade é mundialmente conhecida, e exerce significativa influência nacional e internacional, seja do ponto de vista cultural, econômico ou político. Conta com importantes monumentos e museus, como o Memorial da América Latina, o Museu da Língua Portuguesa, o MASP, o Parque Ibirapuera e a avenida Paulista, e eventos de grande repercussão, como a Bienal Internacional de Arte, o Grande Prêmio do Brasil e o São Paulo Fashion Week.

Décima nona cidade mais rica do mundo,[5] o município representa, isoladamente, 12,26% de todo o PIB brasileiro[6] e 36% de toda a produção de bens e serviços do estado de São Paulo, sendo sede de 63% das multinacionais estabelecidas no Brasil.[7]

Sua região metropolitana possui 19.223.897 habitantes[8], o que a torna a sexta maior aglomeração urbana do mundo.[9] O lema da cidade, presente em seu brasão oficial, é constituído pela frase em latim "Non ducor, duco", cujo significado em português é "Não sou conduzido, conduzo".

Regiões muito próximas a São Paulo são também regiões metropolitanas do estado, como Campinas e Baixada Santista; outras cidades próximas compreendem aglomerações urbanas em processo de conurbação, como São José dos Campos, Sorocaba e Jundiaí. A população total dessas áreas somada à da capital – o chamado Complexo Metropolitano Estendido – ultrapassa 29 milhões de habitantes, aproximadamente 75% da população do estado inteiro. As regiões metropolitanas de Campinas e de São Paulo já formam a primeira macrometrópole do hemisfério sul, unindo 65 municípios que juntos abrigam 12% da população brasileira.[10]

Índice

Visão geral

São Paulo é um grande centro cultural e de entretenimento e a cidade mais rica da América do Sul.[5] A cidade enfrenta problemas comuns a outras metrópoles: um exemplo é o excesso de automóveis que circulam em suas avenidas (média de um veículo para cada dois habitantes), 6 milhões de unidades somente na capital, e a maior frota de helicópteros do mundo.[11] A variedade oferecida em seus restaurantes e lanchonetes é resultado, em parte, da contribuição de imigrantes de diversas partes do mundo.

Geograficamente, as regiões mais próximas do centro em São Paulo são em geral mais ricas e desenvolvidas, enquanto as regiões mais afastadas tendem a ser mais pobres e mais carentes de infra-estrutura urbana e habitacional.

Devido a sua extensa área urbana, a cidade possui um caráter bastante heterogêneo, variando de regiões altamente adensadas e verticais a bairros residenciais horizontais e de baixíssima densidade. Isto faz com que muitos habitantes da cidade praticamente desconheçam regiões do município além dos seus locais de residência ou de trabalho. A cidade também apresenta uma cultura bastante heterogênea, resultado da diversidade de extratos sociais (econômicos e culturais) nela presente.

Os três principais rios que cruzam a cidade de São Paulo são o Tietê, o Pinheiros e o Tamanduateí. Tais rios foram protagonistas em momentos diversos do processo de desenvolvimento da cidade: seja em sua formação, seja no período de industrialização.

Além de ser o maior centro de produção e o maior mercado consumidor do país, São Paulo também é um grande entroncamento rodoviário, e faz a ligação Norte-Sul do Brasil. É atendida por diversas rodovias, como a Rodovia Presidente Dutra, para o Rio de Janeiro, Rodovia Ayrton Senna, para o Vale do Paraíba; Rodovia Fernão Dias, para Belo Horizonte; Rodovia dos Bandeirantes, para Campinas; Rodovia Anhangüera, para Uberaba (Minas Gerais); Rodovia Castelo Branco, para Sorocaba; Rodovia Raposo Tavares, para a divisa do Mato Grosso do Sul; Rodovia Régis Bittencourt, para Curitiba; Rodovia dos Imigrantes e Rodovia Anchieta para a Baixada Santista. É servida pelos aeroportos Campo de Marte, Congonhas, Cumbica e Viracopos em Campinas, sendo que estes dois últimos também são aeroportos internacionais e de carga.

Contemplada por grande número de universidades e institutos, é também o maior pólo de pesquisa e desenvolvimento do Brasil, responsável por 28% da produção científica nacional – segundo dados de 2005.[12]

História

Ver artigo principal: História da cidade de São Paulo

Período colonial

Pátio do Colégio, construção implantada em sítio considerado a primeira ocupação da cidade.

A vila de São Paulo de Piratininga teve início em 25 de janeiro de 1554 com a construção de um colégio jesuíta, pelos padres Manuel da Nóbrega e José de Anchieta, entre os rios Anhangabaú e Tamanduateí. Tal colégio, que funcionava num barracão feito de taipa de pilão, tinha por finalidade a catequese dos índios que viviam na região.

O povoamento da região teve início em 1560, quando, por ordem de Mem de Sá, governador-geral da colônia, mandou a população da vila de Santo André da Borda do Campo para os arredores do colégio, denominado "Colégio de São Paulo de Piratininga" – o nome foi escolhido porque dia 25 de janeiro a Igreja Católica celebra a conversão do apóstolo Paulo de Tarso. Desta forma, a vila de Santo André da Borda do Campo foi extinta, e São Paulo foi elevada à categoria de vila. São Paulo permaneceu, durante os dois séculos seguintes, como uma vila pobre e isolada do centro de gravidade da colônia, que se mantinha por meio de lavouras de subsistência.

Por ser a região mais pobre da colônia, em São Paulo teve início a atividade dos bandeirantes, que se dispersaram pelo interior do país à caça de índios, de ouro e de diamantes. A descoberta do ouro na região de Minas Gerais fez com que as atenções do reino se voltassem para São Paulo, que foi elevada à categoria de cidade em 1711. Quando o ouro esgotou, no final do século XVIII, teve início o ciclo paulista do açúcar, que se espalhou pelo interior da província, e a cidade de São Paulo tinha a finalidade de escoar a produção para o porto de Santos.

Período imperial

São Paulo em 1821. Aquarela de Arnaud Julien Pallière, representando a Várzea do Carmo.

Após a Independência do Brasil, São Paulo recebeu o título de Imperial Cidade, conferido por Dom Pedro I do Brasil em 1823. Em 1827, houve a criação dos cursos jurídicos no Convento de São Francisco (que daria origem à futura Faculdade de Direito do Largo de São Francisco), e isso deu um novo impulso de crescimento à cidade, com o fluxo de estudantes e professores, juntamente com o crescimento da produção do café nas regiões de Campinas, Rio Claro, São Carlos e Ribeirão Preto, graças a qual a cidade passa a ser denominada Imperial Cidade e Burgo dos Estudantes de São Paulo de Piratininga. De meados desse século até o seu final, foi o período que a província começou a receber uma grande quantidade de imigrantes, em boa parte italianos, dos quais muitos se fixaram na capital, e as primeiras indústrias começaram a se instalar.

De meados do século XIX em diante, São Paulo passa a beneficiar-se da ferrovia que liga o interior do estado de São Paulo ao porto de Santos. A facilidade de exportar o café permite à cidade e ao estado de São Paulo um grande crescimento econômico. Mas é com o fim do Segundo Reinado e início da República que a Cidade de São Paulo, assim como o estado de São Paulo, tem grande crescimento econômico e populacional, também auxiliado pela política do café-com-leite.

República Velha

O auge do período do café é representado pela construção da segunda Estação da Luz (o atual edifício) no fim do século XIX. Neste período, o centro financeiro da cidade desloca-se de seu centro histórico (região chamada de "Triângulo Histórico") para áreas mais a Oeste. O vale do Rio Anhangabaú é ajardinado e a região do outro lado do rio passa a ser conhecida como Centro Novo. Os melhoramentos realizados na cidade pelos administradores João Teodoro e Antônio Prado contribuem para o clima de desenvolvimento: alguns estudiosos consideram que a cidade inteira foi demolida e reconstruída.[13]

Século XX

Com o crescimento industrial da cidade, no século XX, a área urbanizada da cidade passou a aumentar, sendo que alguns bairros residenciais foram construídos em lugares de chácaras. O grande surto industrial deu-se durante a Segunda Guerra Mundial, devido à crise na cafeicultura e às restrições ao comércio internacional, o que fez a cidade ter uma taxa de crescimento muito elevada até os dias atuais.

Atualmente, o crescimento tem-se desacelerado, devido ao crescimento industrial de outras regiões do Brasil. As últimas décadas atestaram uma nítida transformação em seu perfil econômico, que vem adquirindo, cada vez mais, matizes de um grande pólo nacional de serviços e negócios, sendo considerada, hoje, um dos mais importantes centros de comércio global da América Latina.[14]

Geografia

Pico do Jaraguá, o ponto mais alto da capital paulista.

São Paulo está localizada junto à bacia do rio Tietê, tendo as sub-bacias do rio Pinheiros e do rio Tamanduateí papéis importantes em sua configuração. São Paulo tem a altitude média de 760 metros. O ponto culminante do município de São Paulo é o Pico do Jaraguá com 1.135m, localizado Parque Estadual do Jaraguá na Serra da Cantareira.

Municípios limítrofes e região metropolitana

O intenso processo de conurbação atualmente em curso na Grande São Paulo tem tornado inefetivas as fronteiras políticas entre os municípios da região, criando uma metrópole cujo centro está em São Paulo e atinge municípios, como por exemplo, Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul (a chamada Região do Grande ABC), Diadema, Osasco e Guarulhos, entre várias outras.

Os limites do município são com os municípios de Caieiras e Mairiporã a norte, Guarulhos a nordeste, Itaquaquecetuba, Poá e Ferraz de Vasconcelos a leste, Mauá, Santo André (São Paulo), São Caetano do Sul, São Bernardo do Campo, Diadema e novamente São Bernardo a sudeste, São Vicente, Mongaguá e Itanhaém a sul, Juquitiba, Embu-Guaçu, Itapecerica da Serra, Embu, Taboão da Serra, Cotia e Osasco a oeste e Santana de Parnaíba e Cajamar a noroeste.

A Região Metropolitana de São Paulo é constituída por 39 municípios, sendo a terceira maior aglomeração urbana das Américas.[9]

Clima

O clima de São Paulo é considerado subtropical (tipo Cwa segundo Köppen), com diminuição de chuvas no inverno e temperatura média anual de 20,7°C, tendo invernos brandos e verões com temperaturas moderadamente altas, aumentadas pelo efeito da poluição e da altíssima concentração de edifícios. O mês mais quente, fevereiro, tem temperatura média de 24°C e o mês mais frio, julho, de 17°C.[15]

A capital paulista tem também um dos menores índices de insolação do Brasil, com médias de seis horas de insolação diária/mensal em janeiro e sete horas em julho.

Gráfico climático para São Paulo
J F M A M J J A S O N D
 
 
238
 
28
19
 
 
210
 
28
19
 
 
163
 
28
18
 
 
69
 
26
16
 
 
60
 
23
14
 
 
53
 
23
13
 
 
34
 
23
12
 
 
42
 
25
13
 
 
77
 
25
14
 
 
116
 
26
16
 
 
128
 
26
16
 
 
180
 
27
18
Temperaturas em °CPrecipitações em mm
Fonte: Cepagri - Unicamp

Devido a proximidade do mar, a maritimidade é uma constante do clima local, sendo responsável por evitar dias de calor intenso no verão ou de frio intenso no inverno e tornar a cidade úmida. A umidade tem índices considerados aceitáveis durante todo o ano, embora a poluição atinja níveis críticos no inverno, devido ao fenômeno de inversão térmica e pela menor ocorrência de chuvas de maio a setembro.

A precipitação anual média é de 1.376,2 mm, concentrados principalmente no verão. As estações do ano são relativamente bem definidas: o inverno é ameno e estio, e o verão, moderadamente quente e chuvoso. Outono e primavera são estações de transição. Geadas ocorrem esporadicamente em regiões mais afastadas do centro, e em invernos rigorosos, em boa parte do município. Também ocorrem freqüentemente em alguns municípios vizinhos.

A menor temperatura já registrada oficialmente em São Paulo foi de -2,1°C, em 2 de agosto de 1955 no Mirante de Santana. Já houve ocorrências pontuais de neve na cidade, a única oficialmente registrada foi a 25 de junho de 1918, quando a temperatura atingiu -2°C. Há registros esporádicos não-oficiais que indicam precipitação de neve (na verdade aguaneve) em anos anteriores. A máxima registrada foi de 35,3°C, no dia 15 de novembro de 1985 também no Mirante de Santana. Existem registros não oficiais de mínima de -3,9°C, também em 2 de agosto de 1955 no Horto Florestal, e de máxima de 36,9°C, no dia 19 de janeiro de 1966 na Barra Funda.

Apesar da maritimidade que evita maiores variações de temperatura, a altitude de São Paulo faz com que nos meses mais quentes, sejam poucas as noites e madrugadas quentes na cidade, sendo que as temperaturas mínimas na cidade raramente são superiores a 23°C em um período de 24 horas. No inverno, porém, o ingresso de fortes massas de ar polar acompanhadas de excessiva nebulosidade às vezes fazem com que as temperaturas permaneçam muito baixas mesmo durante a tarde. Tardes com temperaturas máximas variando entre 14°C e 16°C são comuns até mesmo durante o outono e no início da primavera. Durante o inverno, já houve vários registros de tardes em que a temperatura sequer ultrapassou a marca dos 10°C, como em 15 de agosto de 1999.[16] O dia 8 de agosto de 2004 apresentou temperaturas em torno dos 9°C durante o período considerado como o mais quente do dia, entre 15h e 17h.[17] Nos últimos anos, entretanto, os dias quentes e secos durante o inverno têm sido cada vez mais freqüentes, não raro ultrapassando a marca dos 28°C nos meses de julho e agosto. Em julho de 2008, a precipitação de chuva chegou a 0 mm.

Demografia

Etnias

Segundo o censo de 2000 do IBGE, a população de São Paulo está composta por: brancos (68,0%), pardos (25,0%), pretos (5,1%), amarelos (2,0%) e indígenas (0,2%).

São Paulo é a cidade mais multicultural do Brasil e uma das mais diversas do mundo. Desde 1870, aproximadamente 2,3 milhões de imigrantes chegaram ao estado, vindos de todas as partes do mundo.

Europeus
Imigrantes italianos em fábrica paulistana.

A comunidade italiana é uma das mais fortes, marcando presença em toda a cidade. Dos dez milhões de habitantes de São Paulo, 60% (seis milhões de pessoas) possuem alguma ascendência italiana. São Paulo tem mais descendentes de italianos que qualquer outra cidade italiana (a maior cidade da Itália é Roma, com 2,5 milhões de habitantes). Ainda hoje, os italianos agrupam-se em bairros como o Bixiga, Brás e Mooca para promover comemorações e festas.[18] No início do século XX, o italiano e seus dialetos eram tão falados quanto o português na cidade, o que gerou na formação do dialeto paulistano da atualidade[19]. São Paulo é a segunda maior cidade consumidora de pizza do mundo[20].

A comunidade portuguesa também é bastante numerosa, e estima-se que três milhões de paulistanos possuem alguma origem em Portugal[21]. A colônia judaica representa mais de 60 mil pessoas em São Paulo e concentra-se principalmente em Higienópolis (presença maior) e no Bom Retiro (presença menor, atualmente). A partir do século XIX, e especialmente durante a primeira metade do século XX, São Paulo recebeu também imigrantes alemães (no atual bairro de Santo Amaro), espanhóis e lituanos (no bairro Vila Zelina). Podemos destacar também a importante comunidade armênia, com suas diversas instituições instaladas nas proximidades dos bairros Bom Retiro, próximo a Estação Armênia do Metrô, Imirim e Brás. Os armênios fizeram do comércio e da fabricação de calçados, suas principais atividades.

Árabes
Ver artigo principal: Imigração árabe no Brasil

Uma das colônias mais marcantes da cidade é a de origem árabe. Os libaneses e sírios chegaram em grande número entre os anos de 1900 à 1930. Hoje seus descendentes estão totalmente integrados à população brasileira, embora aspectos culturais de origem árabe marcam até hoje a cultura da capital paulistana. Restaurantes de comida árabe abundam por toda a cidade, vendendo pratos que já entraram definitivamente na culinária brasileira: quibe, esfiha, charutinho de repolho, etc [22]. A rua 25 de Março foi criada pelos árabes, que eram em sua maioria comerciantes[23].

Asiáticos
Ver artigo principal: Imigração japonesa no Brasil

A cidade de São Paulo possui o maior número de pessoas que se declaram de origem asiática (amarelos) do Brasil. Cerca de 456 mil pessoas são de origem oriental [24], dos quais 326 mil são japoneses. A comunidade japonesa da cidade é a maior fora do Japão. Imigrantes vindos do Japão começaram a chegar em 1908, e imigraram em grande número até a década de 1950. A maior concentração de orientais da cidade está no Bairro da Liberdade. Este distrito de São Paulo possui inúmeros restaurantes japoneses, lojas com peças típicas do Japão, e nele vêem-se letreiros escritos em japonês e ouve-se muito o idioma. A colônia coreana da cidade também é notável. São mais de 60 mil pessoas de origem sul-coreana, particulamente concentrados no Bom Retiro, Aclimação e Liberdade. No bairro da Aclimação é possível encontrar diversos restaurantes coreanos, além de locadoras de vídeo e mercearias coreanas. Os chineses são bastante numerosos nos distritos da Zona Central da cidade, como o Brás e a Liberdade.

Negros

A cidade já contava com população afrodescendente no século XIX, mas foi a partir da segunda metade do século XX que a população negra cresceu rapidamente, através da chegada de pessoas de outros estados brasileiros, principalmente da zona litorânea da Bahia[25].

Outros brasileiros
Ver artigo principal: Migração nordestina

Com a decadência da imigração européia e asiática após a década de 1930, passou a predominar a vinda de migrantes, em sua maioria oriundos da região Nordeste do Brasil. A maior parte desse enorme fluxo migratório veio de Pernambuco, Paraíba, Alagoas, Bahia e Norte de Minas Gerais.

Evolução demográfica da cidade de São Paulo[26].

Religião

Tal qual a variedade cultural verificável em São Paulo, são diversas as manifestações religiosas presentes na cidade. Embora tenha se desenvolvido sobre uma matriz social eminentemente católica, tanto devido à colonização quanto à imigração - e ainda hoje a maioria dos paulistanos declara-se católica -, é possível encontrar atualmente na cidade dezenas de denominações protestantes diferentes, assim como a prática do budismo, do islamismo, espiritismo, entre outras. Nas últimas décadas, o budismo e as religiões orientais têm crescido bastante na cidade. Estima-se que existem mais de cem mil seguidores budistas, seichonoitas e hinduístas pela cidade. Também são consideráveis as comunidades judaica, e das religiões afro-brasileiras.

Religião Porcentagem Número
Católicos 68,11% 7.107.261
Evangélicos 15,94% 1.663.131
Sem religião 8,97% 936.474
Espíritas 2,75% 286.600
Budistas 0,65% 67.591
Judeus 0,36% 37.500

Fonte: IBGE 2000 (dados obtidos por meio de pesquisa de autodeclaração).[27]

Igreja Católica Romana

A Igreja Católica divide o território do município de São Paulo em quatro circunscrições eclesiásticas: a Arquidiocese de São Paulo, a Diocese de Santo Amaro, a Diocese de São Miguel Paulista e a Diocese de Campo Limpo, sendo estas três últimas sufragâneas da primeira. O arquivo da arquidiocese, denominado Arquivo Metropolitano Dom Duarte Leopoldo e Silva, localizado no bairro do Ipiranga, guarda uma dos mais importantes patrimônios documentais do Brasil.

A Catedral Metropolitana de São Paulo (conhecida como Catedral da Sé), localizada na Praça da Sé, é considerada um dos cinco maiores templos góticos do mundo[28]. A Igreja Católica reconhece como padroeiros da cidade: São Paulo de Tarso e Nossa Senhora da Penha de França.

Igrejas Protestantes

A cidade possui os mais diversos credos protestantes ou reformados, como a Comunidade Evangélica Sara Nossa Terra, a Igreja Cristã Maranata, Igreja Luterana, a Igreja Presbiteriana, a Igreja Metodista, a Igreja Episcopal Anglicana, a Igreja Batista, a Igreja Assembléia de Deus, a Igreja Adventista do Sétimo Dia, a Igreja Universal do Reino de Deus, as Testemunhas de Jeová, entre outras. Há um considerável avanço dessas Igrejas, principalmente na periferia da cidade.

Política municipal

Ver artigo principal: Política na cidade de São Paulo

Série temática sobre a
Cidade de São Paulo
História
Política
Economia
Cultura
Mobilidade
Turismo
Subdivisões
Região metropolitana

O Poder Executivo da cidade de São Paulo é representado pelo prefeito e seu gabinete de secretários, seguindo o modelo proposto pela Constituição Federal. A Lei Orgânica do Município e o atual Plano Diretor da cidade, porém, determinam que a administração pública deva garantir à população ferramentas efetivas de manifestação da democracia participativa, o que faz com que a cidade seja dividida em subprefeituras, cada uma delas liderada por um subprefeito nomeado pelo prefeito.

O Edifício Matarazzo, sede da Prefeitura de São Paulo, no centro da cidade.

O Poder Legislativo é representado pela câmara municipal, composta por 55 vereadores eleitos para cargos de quatro anos (em observância ao disposto no artigo 29 da Constituição, que disciplina um número mínimo de 42 e máximo de 55 para municípios com mais de cinco milhões de habitantes)[29]. Cabe à casa elaborar e votar leis fundamentais à administração e ao Executivo, especialmente o Orçamento municipal (conhecido como Lei de Diretrizes Orçamentárias). Devido ao poder de veto do prefeito, em períodos de conflito entre o Executivo e o Legislativo, o processo de votação deste tipo de lei costuma gerar bastante polêmica.

Em complementação ao processo legislativo e ao trabalho das secretarias, existem também uma série de conselhos municipais, cada um deles versando sobre temas diferentes, compostos obrigatoriamente por representantes dos vários setores da sociedade civil organizada. A atuação e representatividade efetivas de tais conselhos, porém, são por vezes questionadas. Os seguintes conselhos municipais estão atualmente em atividade: Conselho Municipal da Criança e do Adolescente (CMDCA); da Informática (CMI); dos Deficientes Físicos (CMDP); da Educação (CME); da Habitação (CMH); do Meio Ambiente (CADES); da Saúde (CMS); do Turismo (COMTUR); dos Direitos Humanos (CMDH); da Cultura (CMC); da Assistência Social (COMAS) e das Drogas e Álcool (COMUDA).

Pertence também à prefeitura (ou é esta sócia majoritária em seus capitais sociais) uma série de empresas responsáveis por aspectos diversos dos serviços públicos e da economia de São Paulo:

Por ser a capital do estado de São Paulo, a cidade também é sede do Palácio dos Bandeirantes (Governo Estadual) e da Assembléia Legislativa.

Subdivisões

O município de São Paulo está, administrativamente, dividido em trinta e uma subprefeituras, cada uma delas, por sua vez, divididas em distritos, sendo estes últimos, eventualmente, subdivididos em subdistritos (a designação "bairro", porém, não existe oficialmente, embora seja usualmente aplicada pela população). As subprefeituras estão oficialmente agrupadas em nove regiões (ou "zonas"), levando em conta a posição geográfica e história de ocupação. Entretanto, há certos órgãos e instituições (companhias telefônicas, zonas eleitorais, etc.) que adotam uma divisão diferente da oficial.

Cidade de São Paulo à noite.

Cabe às subprefeituras os serviços ordinários à população, dessa forma, descentralizando alguns serviços rotineiros.

A divisão política oficial da cidade leva em conta tanto características histórico-culturais dos diferentes bairros de São Paulo como fatores de ordem prática (como a divisão de duas subprefeituras em uma avenida importante). Porém, muitas vezes tal divisão não reflete a percepção socioespacial que a população local tem dos lugares: há regiões da cidade que não são oficialmente reconhecidas pela prefeitura, de forma que sua delimitação seja informal e abranja diferentes distritos e subprefeituras, mantendo o nome por tradição, contigüidade física ou facilidade de localização. O fenômeno tende a se repetir na cidade inteira e considerado de forma ampla, pode levar a uma não identificação dos moradores com as instâncias políticas locais.

Além da divisão política, há também uma divisão em nove zonas geográficas, cada uma delas representada por cores diferentes nas placas de ruas e na cor dos ônibus que circulam na região. Essas regiões são estabelecidas radialmente, usando apenas critérios topográficos, e, salvo algumas exceções, não têm uma homogeneidade urbana, nem qualquer distinção administrativa, com exceção do centro histórico e do centro expandido, onde vigora o rodízio municipal.

Subprefeituras
  Subprefeitura Área População     Subprefeitura Área População
1 Aricanduva 21,5 km² 266.838 17 Mooca 35,2 km² 305.436
2 Butantã 56,1 km² 345.943 18 Parelheiros 353,5 km² 110.909
3 Campo Limpo 36,7 km² 508.607 19 Penha 42,8 km² 472.247
4 Capela do Socorro 134,2 km² 561.071 20 Perus 57,2 km² 109.218
5 Casa Verde 26,7 km² 313.176 21 Pinheiros 31,7 km² 270.798
6 Cidade Ademar 30,7 km² 370.759 22 Pirituba 54,7 km² 390.083
7 Cidade Tiradentes 15 km² 248.762 23 26,2 km² 373.160
8 Ermelino Matarazzo 15,1 km² 204.315 24 Santana 34,7 km² 327.279
9 Freguesia do Ó 31,5 km² 391.403 25 Tremembé 64,1 km² 255.435
10 Guaianases 17,8 km² 283.162 26 Santo Amaro 37,5 km² 217.280
11 Ipiranga 37,5 km² 427.585 27 São Mateus 45,8 km² 422.199
12 Itaim Paulista/Vila Curuçá 21,7 km² 358.888 28 São Miguel Paulista 24,3 km² 377.540
13 Itaquera 54,3 km² 488.327 29 Vila Maria 26,4 km² 302.899
14 Jabaquara 14,1 km² 214.200 30 Vila Mariana 26,5 km² 311.019
15 Lapa 40,1 km² 270.102 31 Vila Prudente 33,3 km² 523.138
16 M'Boi Mirim 62,1 km² 480.823

Economia

Ver artigo principal: Economia da cidade de São Paulo

São Paulo é a cidade mais rica do Brasil, a 19ª cidade mais rica do mundo e, segundo projeções, será a 13ª mais rica em 2020.[5] Segundo dados do IBGE, em 2005 seu Produto Interno Bruto (PIB) foi de R$ 263.177.148.000,00[2], o que equivale a aproximadamente 12,26% do PIB brasileiro]][30] e 36% de toda produção de bens e serviços do estado de São Paulo. Sua região metropolitana possui um PIB de aproximadamente R$ 416,5 bilhões, o que correponde a 57,3% de todo o PIB paulista[31]. Segundo dados do IBGE, a rede urbana de influência exercida pela cidade no resto do país abrange 28% da população e 40,5% do PIB brasileiro[32].

Um dos maiores centros financeiros do Brasil e do mundo, São Paulo passa hoje por uma transformação em sua economia. Durante muito tempo a indústria constituiu uma atividade econômica bastante presente na cidade, porém São Paulo tem atravessado nas últimas três décadas uma clara mudança em seu perfil econômico: de uma cidade com forte caráter industrial, o município tem cada vez mais assumido um papel de cidade terciária, pólo de serviços e negócios para o país. Em São Paulo, por exemplo, está sediada a BM&FBovespa (Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo), a bolsa oficial do Brasil. A BMF&Bovespa é a maior Bolsa de Valores da América Latina, 2ª maior do continente americano e a 3ª maior do mundo em valor de mercado[33].

Muitos analistas também têm apontado São Paulo como uma importante "cidade global" (ou "metrópole global", classificação dividida apenas com o Rio de Janeiro entre as cidades brasileiras[34]). Como "cidade global", São Paulo teria acesso às principais rotas aeroviárias mundiais, às principais redes de informação, assim como sediaria filiais de empresas transnacionais de importância global e importantes instituições financeiras. O urbanista João Sette Whitaker Ferreira, entretanto, considera que a desigualdade social e segregação espacial descaracteriza São Paulo como uma cidade global.[35]. Apesar de ser o centro financeiro do país, São Paulo apresenta também alto índice de negócios ligados à economia informal [36]. Neste mesmo cenário, segundo dados de 2001 da prefeitura do município[37], cerca um milhão de paulistanos (aproximadamente dez por cento da população) vivia abaixo da linha de pobreza.

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