Brasão do Príncipe Imperial original.
Brasão do Príncipe Imperial, com três flores-de-lís em referência aos Orléans, encimado pelo lambel do herdeiro presuntivo, usado a partir de 1864.

Príncipe Imperial do Brasil foi um título criado para os herdeiros aparentes de Pedro I do Brasil ao trono imperial brasileiro. Mesmo após a proclamação da República, o título continuou a ser ostentado pelos membros da Casa Imperial do Brasil.

De acordo com a constituição brasileira de 1824, apenas o primeiro na linha sucessória recebe o título de Príncipe Imperial do Brasil, cabendo aos demais descendentes o título de Príncipe do Brasil (sem contudo ter qualquer ligação com o antigo título português). O primogênito do Príncipe Imperial seria denominado Príncipe do Grão-Pará.

Após a morte de D. Pedro II do Brasil, e haja vista a impossibilidade da sagração como imperador, instituiu-se o título de Chefe da Casa Imperial Brasileira para designar o herdeiro presuntivo de jure do trono imperial. A mecânica prevista pela Constituição de 1824 permanece inalterada, sendo o título de Príncipe Imperial do Brasil transferido de acordo com a ordem sucessória.

Índice

editar Norma constitucional de 1824

Da Família Imperial e sua Dotação
Art. 105. O herdeiro presuntivo do Império terá o título de - Príncipe Imperial, e o seu primogênito o de - Príncipe do Grão-Pará; todos os mais terão o de - Príncipes. O tratamento do herdeiro presuntivo será o de - Alteza Imperial, e o mesmo será o do Príncipe do Grão-Pará; os outros príncipes terão o tratamento de - Alteza.

editar Senado

Conforme o artigo 46, capítulo 3, título IV, da constituição brasileira de 1824, os Principes da Casa Imperial são Senadores por Direito, e terão assento no senado, logo que chegarem á idade de vinte e cinco annos.

Dessa forma, em 1871, D. Isabel Leopoldina tornou-se a primeira senadora do Brasil. Há que se notar que foi a única a desfrutar desse dispositvo constitucional, haja vista que todos os príncipes do Brasil que a antecederam morreram antes dos vinte e cinco anos ou se casaram com estrangeiros e partiram do país, à exceção de seu pai, que assumiu o trono brasileiro aos catorze anos de idade, e de sua tia D. Maria da Glória, que assumiu o trono português aos quinze anos de idade. Depois de D. Isabel, a ordem constitucional do Império caiu antes que os príncipes porvir pudessem tornar-se senadores.

editar Príncipes Imperiais do Brasil

  1. D. Maria da Glória, (18221825), perdendo o título para o recém-nascido D. Pedro de Alcântara;
  2. D. Pedro de Alcântara, depois D. Pedro II do Brasil, (18251831), enquanto varão herdeiro do trono imperial brasileiro e sobrinho da precedente;
  3. D. Januária Maria, (18361845), assumindo o título por decreto de 1836, até o nascimento do primogênito do anterior, seu irmão;
  4. D. Afonso Pedro, (18451847), sobrinho da precedente;
  5. D. Isabel Leopoldina, (18471848), entre a morte do irmão mais velho e o nascimento do irmão mais novo;
  6. D. Pedro Afonso, (18481850), irmão da precedente;
  7. D. Isabel Leopoldina, (18501891), irmã do precedente;
  8. D. Pedro de Alcântara, (18911908), filho da precedente, renunciou aos direitos de sucessão para se casar com a condessa de Dobrzenicz;
  9. D. Luís Maria Filipe, (19081920), agraciado com a condição de herdeiro direto ao Trono após a renúncia do anterior e seu irmão;
  10. D. Pedro Henrique, (19201921); filho do precedente;
  11. D. Luís Gastão, (1921)-(1931), irmão do precedente;
  12. D. Pia Maria, (1931)-(1938), irmã do precedente;
  13. D. Luís Gastão, (19381981), sobrinho da precedente;
  14. D. Bertrand Maria José, (1981–), pois o anterior e seu irmão, atual chefe da casa imperial brasileira, não possui herdeiros.

editar Príncipes do Brasil

Seguem os outros membros da Família Imperial Brasileira que possuem apenas o título Príncipe do Brasil, sendo enumerados primeiramente os que atualmente possuem preferência na linha sucessória ao Trono Imperial do Brasil.

  1. D. Antônio João de Orléans e Bragança (1950–);
  2. D. Pedro Luís de Orléans Bragança (1983–);
  3. D. Rafael Antônio de Orléans Bragança (1986–);
  4. D. Amélia Maria de Orléans e Bragança (1984–);
  5. D. Maria Gabriela de Orléans Bragança (1989–);
  6. D. Isabel Maria de Orléans e Bragança (1944–);

Seguem os restantes príncipes do Brasil, listados por ordem de nascimento.

Obs.: não constam as descendências dos príncipes que renunciaram seus direitos dinásticos. Também, não constam as descendências das princesas que não transmitiram o título por terem se unido a chefes de outras casas dinásticas.

editar Ver também

editar Referências

  • DOS SANTOS, Armando Alexandre. A legitimidade monárquica no Brasil. Editora Artpress, São Paulo, 1988.

editar Ligações externas

Wikisource
O Wikisource tem material relacionado a este artigo: Príncipe Imperial do Brasil


Família Imperial Brasileira
Precursores: D. João VI de Portugal | D. Carlota Joaquina
1ª geração: D. Pedro I | D.Leopoldina de Áustria | D. Amélia de Leuchtenberg
2ª geração: D. Pedro II | D. Teresa de Duas Sicílias | D. Januária Maria | D. Paula Mariana | D. Francisca Carolina | D. Maria II de Portugal | D. Maria Amélia
3ª geração: D. Isabel Leopoldina | D. Luís Gastão d'Eu | D. Afonso Pedro | D. Leopoldina Teresa | D. Pedro Afonso
4ª geração: D. Luísa Vitória | D. Pedro de Alcântara | D. Luís Maria Filipe | D. Antônio Gastão
5ª geração em diante: Ramo de Vassouras | Ramo de Petrópolis | Ramo de Saxe-Coburgo e Bragança