Foi proposta a fusão deste artigo ou secção com: Metropolização.
Região Metropolitana de Tóquio, no Japão – atualmente a maior aglomeração urbana do mundo.[1]
Vista por satélite, a mancha urbana de São Paulo, Brasil. Pode-se observar ainda parte das manchas de São José dos Campos e Jacareí (a leste), da Baixada Santista (ao sul) e de Campinas (ao norte).
Imagem de satélite obtida no ano 2000, mostrando a Baía de Guanabara no sentido leste-oeste com a Região Metropolitana do Rio de Janeiro e a Ilha do Governador (ao centro). Os tons de cinza correspondem às zonas povoadas.
Região Metropolitana de Santiago, no Chile.
Nova Iorque, um dos maiores centros financeiros do mundo.
Salvador, uma das metrópoles nacionais do Brasil.

Metrópole, da língua grega metropolis (μήτηρ, mētēr = mãe, ventre e πόλις, pólis = cidade), é o termo empregado para se designar as cidades centrais de áreas urbanas formadas por cidades ligadas entre si fisicamente (conurbadas)[2][3] ou através de fluxos de pessoas e serviços[2] ou que assumem importante posição (econômica, política, cultural, etc.) na rede urbana da qual fazem parte (correspondentes, na classificação do IBGE[2], às metrópoles regionais e nacionais).

Índice

editar História

Durante a época em que o Brasil era colônia portuguesa de além-mar, o significado de metrópole era o de nação colonizadora perante as nações ocupadas (caso de nações africanas como Angola e Moçambique) ou colonizadas como o caso do Brasil. O Regime Colonial garantia à Portugal o status de metrópole, dando-lhe plenos direitos às posses de terra demarcadas no Tratado de Tordesilhas (de 1493) nas colônias atlânticas a serem descobertas.
O significado urbano atual é do século XVIII. Antes disso, o termo metrópole, que é de origem grega e chegou ao português através do latim (com essa grafia a partir do século XVII), se referia à capital de uma província[4].

editar Definição

Uma definição bastante comum entre a população e os meios de comunicação é a que mostra a metrópole como uma importante cidade de uma região (ou a principal cidade de uma província, estado ou região) ou, simplesmente, uma grande cidade.

De forma mais estrita (e verificável) uma metrópole é o conjunto de cidades (ou entidades políticos-administrativas correspondentes, como os municípios) conurbadas e que tem uma cidade principal que, geralmente, lhe dá o nome.[3]

Outra definição diz que a conurbação não é imprescindível para que haja uma metrópole. Ela geralmente existe, mas o necessário é a ligação entre a cidade principal e as outras através do fluxo de pessoas (principalmente trabalhadores: o movimento pendular diário) e da influência econômica daquela sobre estas e sobre a região[2] (ou até mesmo sobre um país, como as metrópoles nacionais).

Por essas definições, aglomeração urbana difere das metrópoles pela falta de uma cidade principal que tenha considerável população e importância econômica ao menos regional.[2] As metrópoles também diferem das regiões (ou áreas) metropolitanas por estas serem somente uma região de planejamento[3] ou uma formalização daquelas.[2] Mesmo que não haja uma região metropolitana legalmente estabelecida, a metrópole pode existir (basta pensar na Grande São Paulo antes da criação da região metropolitana, em 1973).

editar Metropolização

Metropolização é o processo em que uma, ou mais cidades em uma região, estão em vias de se tornarem uma metrópole, ou seja, prestes a abrigar mais de 1 milhão de habitantes na região ou em apenas uma cidade. No Brasil, é um fenômeno corrente e originado do grande êxodo rural, pois se até 1960 o país tinha apenas duas cidades com mais de um milhão de habitantes, este número hoje é bem superior.[5] Esse processo, cumpre ressaltar, costuma, ao menos no que se refere ao Brasil, vir acompanhado de um grande número de problemas sociais originados quer da precariedade das condições dos migrantes que chegam à área em processo de urbanização, quer da oferta reduzida de infra-estrutura nas comunidades urbanas dessas regiões.[6] Ressalta-se também que o processo de metropolização pode ocorrer sem que haja necessariamente a formação de uma metrópole. Isto ocorre em áreas metropolitanas em que, mais do que a influência de uma metrópole sobre áreas adjacentes, percebe-se, isto sim, um rearranjo das governanças locais em prol de maior cooperação, como é o caso das áreas metropolizadas de Santa Catarina, Portugal e da Espanha. Assim, criam-se áreas metropolitanas como as do Minho, A Coruña[7] e Joinville, que são áreas metropolitanas sem metrópole. Neste caso, em função mesmo do planejamento prévio, as conseqüências sociais costumam ser mais positivas.[8]

Deve-se notar que as metrópoles quando se juntam formam uma megalópole.

editar Exemplos de Metrópoles

Metrópoles globais: São metrópoles cujas áreas de influência se estendem por grandes regiões continentais ou mesmo mundiais que se destacam na esfera econômica mundial como Tóquio, Nova Iorque, São Paulo e Berlim pela forte presença de um mercado financeiro globalizado onde as principais instituições financeiras possuem representação e participação na Bolsa de Valores, na esfera política como Washington, Moscou e Londres, onde a cúpula dos países mais industrializados G7+1 se reunem à portas fechadas para discutir as políticas de influência de suas nações sobre o resto do mundo, na esfera cultural como Paris e Milão, as mais tradicionalmente aceitas como centros de difusão de novas culturas, modismos e tendências comportamentais, entre outras.
Dentro da hierarquia urbana, a metrópole nacional apresenta-se como um grande centro, muito bem equipado, onde existem todos os tipos de serviços e produtos industriais. Sua influência abrange todo o país. Imediatamente subordinada à metrópole nacional,aparece a metrópole regional distribuindo produtos industriais e serviços a uma vasta porção do país.

editar Metrópoles brasileiras

De acordo com a classificação do IBGE de 2004:[9]

Metrópoles globais: Rio de Janeiro e São Paulo

Metrópoles nacionais: Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Porto Alegre, Recife e Salvador

Metrópoles regionais: Belém, Campinas, Goiânia e Manaus

Centros submetropolitanos ou centros regionais: Aracaju, Campo Grande, Cuiabá, Feira de Santana, Florianópolis, João Pessoa, Joinville, Juiz de Fora, Londrina, Maceió, Natal, Ribeirão Preto, Santos, São José dos Campos, São Luís, Sorocaba, Teresina, Uberlândia e Vitória

Referências

  1. World Gazetteer – Welt: Ballungsräume. Página visitada em 03 de junho de 2008.
  2. 2,0 2,1 2,2 2,3 2,4 2,5 SOUZA, Marcelo Lopes de. ABC do desenvolvimento urbano. 2. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2005. pp. 32-36, 55. ISBN 9788528610136
  3. 3,0 3,1 3,2 SENE, Eustáquio de; MOREIRA, João Carlos. Geografia geral e do Brasil: espaço geográfico e globalização. São Paulo: Scipione, 1998. p. 308. ISBN 9788526229443
  4. HOUAISS, Antônio. Dicionário Houaiss da língua portuguesa. Rio de Janeiro: Editora Objetiva, 2004. 1ª reimpressão com alterações. pp. 617, 1912. ISBN 978857302383X
  5. Sobre Metropolização
  6. Metropolização e problemas sociais
  7. Região Metropolitana de A Coruña
  8. XXIV Encontro anual das ANPOCS: Cidade, Metropolização e Governança Urbana
  9. A Realidade das Áreas Metropolitanas e seus desafios na Federação Brasileira. IPARDES, IBGE, IPEA, PNUD e Unicamp (Março de 2004). Página visitada em 9 de outubro de 2008.

editar Ver também

editar Ligações externas