| Invasão de Granada (Operação Fúria Urgente) | |||||||
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Rangers do Exército dos E.U.A. saltam de pára-quedas em Granada durante a Operação Fúria Urgente. |
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| Comandantes | |||||||
| Baixas | |||||||
| 19 mortos; 116 feridos[1] | Granada: 45 militares e pelo menos 24 civis mortos; 358 feridos. Cuba: 25 mortos, 59 feridos, 638 tomados como prisioneiros[2]. |
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A Invasão de Granada, nome de código Operação Fúria Urgente, foi uma invasão da nação insular de Granada pelos Estados Unidos da América e várias outras nações em resposta a um golpe de estado do vice-primeiro-ministro Bernard Coard. Em 25 de Outubro de 1983, os Estados Unidos, Barbados, Jamaica e membros da Organização de Estados do Caribe Oriental desembarcaram navios em Granada, derrotaram a resistência granadina e cubana e derrubaram o governo de Coard. 25 de Outubro é dia de festa nacional em Granada, chamada Dia de Acção de Graças, para comemorar este acontecimento.
Índice |
editar Antecedentes
Em 13 de Março de 1979, um golpe de estado sem derramamento de sangue, liderado pelo líder do Movimento New Jewel Maurice Bishop, derrubou o governo de Eric Gairy para estabelecer um governo marxista-leninista que rapidamente se alinhou com a União Soviética e Cuba. Com Bishop, Granada começou uma militarização, de proporções importantes para um país que apenas tinha antes um pequeno exército. O governo também começou a construir um aeroporto internacional com a ajuda de Cuba. O Presidente dos Estados Unidos da América Ronald Reagan indicou este aeroporto e vários outros sítios como prova da ameaça potencial de Granada aos Estados Unidos. O governo dos E.U.A. acusou Granada de construir instalações para ajudar a militarização soviético-cubana no Caribe, e de ajudar no transporte soviético e cubano de armas para os insurgentes centro-americanos. O governo de Bishop afirmava que o aeroporto foi construído para albergar os aviões comerciais que transportavam turistas.
Em 31 de Outubro de 1983, una facção liderada pelo vice-primeiro-ministro Bernard Coard rompeu com Bishop; as forças de Coard executaram depois Bishop apesar dos protestos em massa em favor de Bishop. O Governador Geral de Granada, Paul Scoon, foi colocado em prisão domiciliário.
A Organização de Estados do Caribe Oriental (OECS) pediu ajuda aos Estados Unidos, Barbados e Jamaica. Segundo Mythu Sivapalan do New York Times (29 de Outubro de 1983), esta chamada formal era a expensas do governo dos E.U.A., que tinha decidido tomar acções militares contra o regime de Coard. Os oficiais dos E.U.A. citaram o golpe e a instabilidade política geral num país próximo das suas próprias fronteiras, bem como a presença de estudantes de medicina americanos na Universidade de St. George de Granada, como as razões para a acção militar. Sivapalan também expôs que a última razão foi citada para ganhar apoio público, mais que como uma razão legítima para a invasão, já que menos de 600 dos 1.000 civis não granadinos na ilha eram dos E.U.A.[3]:
- Tanto Cuba como Granada, quando viram que os navios americanos se estavam dirigindo para Granada, enviaram mensagens urgentes prometendo que os estudantes americanos estão a salvo e pediram que não ocorresse uma invasão. [...] Não há indicações que a administração tenha feito um decidido esforço para evacuar os americanos pacificamente. [...] Os oficiais reconheceram que não houve nenhuma tendência para tentar negociar com as autoridades granadinas.
editar A invasão
editar Reacção nos Estados Unidos
editar Oposição e crítica internacional
editar Consequências
Após a vitória dos E.U.A., o Governador Geral de Granada, Paul Scoon, nomeou um novo governo e, em meados de Dezembro, as forças dos E.U.A. retiraram-se.
Notas
editar Ligações externas
- Operation: Urgent Fury, Grenada (em inglês)
- The 1983 Invasion of Grenada, Operation: Urgent Fury (em inglês)
- A very thorough history of Operation: Urgent Fury as written by Naval Historians. (em inglês)
- Noam Chomsky's report on the invasion in "Necessary Illusions". (em inglês)
- Grenada - a 1984 comic book about the invasion written by the CIA. (em inglês)
