Este artigo ou seção precisa ser wikificado.
Por favor ajude a formatar este artigo de acordo com as diretrizes estabelecidas no livro de estilo. (Fevereiro de 2008)

Índice

editar Os primórdios

Por volta de 400 a.C., os celtas chegaram às regiões central e oriental da Áustria. Por volta de 15 a.C., os romanos dominaram a parte ao sul do Danúbio e tornaram esse território parte de seu Império. No final do século II d.C., tribos do norte começaram a invadir a Áustria romana. Em 476 d.C., o Império Romano ruiu. Durante o período de declínio, grupos asiáticos, germânicos e eslavos se estabeleceram na Áustria.

Do final do século VIII a 814, a região foi dominada por Carlos Magno. O rei da Germânia, Oto I, passou a reinar sobre a Áustria em 955, sendo coroado imperador em 962. Até 1806, o território governado por reis germânicos constituiu o Sacro Império Romano-Germânico, tendo a Áustria se tornado o Estado mais importante. Em 976, o imperador Oto II passou o controle do nordeste da Áustria a Leopoldo I, da família Babenberg. Em 1156, Frederico I declarou a região um ducado.

editar Os Habsburgo

Ver artigo principal: Casa de Habsburgo

Em 1246, o rei Ottokar da Boêmia assumiu o controle dos ducados dos Babenberg. Os príncipes da Germânia elegeram, em 1273, Rodolfo I, da família Habsburgo, imperador do Sacro Império Romano-Germânico. Rodolfo derrotou Ottokar.

No século XIV, os Habsburgo perderam a coroa do Sacro Império. Um dos maiores Habsburgo foi Maximiliano I. Em 1496, ele casou seu filho Filipe com a filha do rei da Espanha. Filipe foi pai do rei Carlos I da Espanha, em 1516, e imperador Carlos V do Sacro Império, em 1519. Em 1556, Carlos renunciou a seus tronos, e Fernando I, seu irmão, tornou-se imperador do Sacro Império.

editar Guerras Napoleônicas

Ver artigo principal: Guerras Napoleônicas

A Áustria perdeu muitos territórios nas Guerras Napoleônicas do final do século XVIII e início do XIX. Napoleão conquistou grande parte do Sacro Império Romano-Germânico e, em 1806, aboliu o Império. O imperador Francisco II da Germânia mudou seu título de arquiduque para imperador da Áustria e governou como Francisco I. Napoleão foi finalmente derrotado em 1815.

editar Confederação Germânica

Ver artigo principal: Confederação Germânica

O Congresso de Viena, que produziu o tratado de paz que se seguiu às Guerras Napoleônicas, restituiu à Áustria seus territórios, com exceção da Bélgica. Organizou a Confederação Germânica, uma união de Estados independentes. A Áustria e a Prússia iniciaram uma luta pela liderança da confederação. Em 1866, ocorreu a Guerra Austro-Prussiana, na qual a Itália e a Prússia em pouco tempo derrotaram a Áustria. A Confederação Germânica foi dissolvida. A Prússia formou uma nova confederação sem a Áustria.

editar Império Austro-Húngaro

Ver artigo principal: Áustria-Hungria

Em 1867, os húngaros forçaram o imperador Francisco José I a dar à Hungria o mesmo status que a Áustria detinha no Império Austríaco, criando a dupla monarquia da Áustria-Hungria. Logo, os eslavos e outros grupos minoritários da Áustria-Hungria passaram a exigir o direito de se auto-governar. A Sérvia liderou o movimento nacionalista eslavo. Em 1914, os nacionalistas sérvios assassinaram, em Sarajevo, na então província da Bósnia e Herzegovina, o arquiduque Francisco Ferdinando, herdeiro do trono austro-húngaro. A Áustria-Hungria declarou guerra à Sérvia, dando início à Primeira Guerra Mundial. A Alemanha e outros países se uniram à Áustria-Hungria contra os Aliados, que compreendiam a Grã-Bretanha, a França, a Rússia.

editar República da Áustria

A Áustria-Hungria derrotada assinou o armistício em novembro de 1918, que entre outras coisas exigia sua dissolução. O Imperador Carlos I renunciou ao governo e partiu para o exílio e a Áustria tornou-se uma República, terminando assim o multissecular domínio dos Habsburgo. Este novo país teve o nome de Áustria Alemã (1918-1919) e só depois Áustria (1919-1938), período que corresponde à Primeira República Austríaca.

Em 1920, o país adotou uma Constituição democrática. Em 1938, as tropas alemãs se apoderaram do país. Adolf Hitler anunciou, então, a união da Áustria e da Alemanha Nazi, o chamado Anschluss.

editar Após a Segunda Guerra Mundial

Após a Segunda Guerra Mundial, a Áustria foi dividida em zonas de ocupação americana, britânica, francesa e russa, que, no entanto, lhe permitiriam estabelecer um único governo provisório. Após as eleições de novembro de 1945, formou-se um governo nacional. Em 1955, os Aliados suspenderam sua ocupação do país. Para obter a independência, a Áustria concordou em permanecer neutra na Guerra Fria.

Por ser capital de uma nação neutra e ocupar uma posição estratégica, Viena tornou-se a sede de algumas conferências sobre a Limitação de Armas Estratégicas (SALT), iniciadas em 1969 entre a União Soviética e os Estados Unidos. No princípio da década de 1970, foi iniciada a construção de uma sede da Organização das Nações Unidas (ONU) em Viena.

editar História recente

O país foi incorporado à União Européia (UE) em 1995. Em 1997, Franz Vranitzky renunciou ao cargo de chanceler, após 11 anos de mandato. Viktor Klima assumiu o cargo e governou até 1999.

Em 2000, o presidente Klestil autorizou a coalizão entre o Partido Liberal Austríaco (FPÖ), do líder de extrema-direita Jörg Haider, e o Partido Popular Austríaco (ÖVP), do chanceler Wolfgang Schüssel. Essa autorização foi decidida sob muitos protestos dos países da UE, que temiam uma ascensão nazista ao poder. Em 1999, o país aceitou adotar a moeda única européia, o euro, que entrou em circulação em 2002.

A coligação FPÖ-ÖVP foi desfeita em setembro de 2002, devido a divergências internas, que culminaram na dissolução do parlamento e na antecipação das eleições para novembro desse ano. O partido do primeiro-ministro saiu vencedor, seguido pelos social-democratas. A extrema-direita de Jörg Haider foi a grande derrotada, recebendo pouco mais de um terço dos votos obtidos na eleição anterior, em 1999. Sem maioria no parlamento, o ÖVP refez a coligação com o FPÖ em fevereiro de 2003, para compor o gabinete do chanceler Schuessel. Em meados de 2003, uma proposta de reforma da previdência, dificultando o acesso a aposentadoria, resultou nos maiores protestos dos últimos 50 anos no país.


Bandeira da Áustria Áustria
História • Política • Subdivisões • Geografia • Economia • Demografia • Cultura • Bandeira • Brasão • Imagens