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Henrique IV
Rei de Castela e Leão
Reinado 22 de julho de 1454 – 12 de dezembro de 1474
Títulos Príncipe das Astúrias
Nascimento 6 de janeiro de 1425
Valladolid, Espanha
Falecimento 12 de dezembro de 1474 (49 anos)
Madri, Espanha
Antecessor João II
Sucessor Isabel I
Consorte Branca de Navarra (1440-1453)
Joana de Portugal (1455-1474)
Filhos Joana
Dinastia Trastâmara
Pai João II
Mãe Maria de Aragão

Henrique IV (Valladolid, 6 de janeiro de 1425 -Madrid, 12 de dezembro de 1474) chamado o Impotente, Rei de Castela e Leão de 1454 a 1474, reinado conhecido pela anarquia, devido a sua fraqueza e desmandos. Ele e D. Joana de Portugal, sua esposa, permitiram que seu nome fosse enxovalhado em vida e na memória que deles ficou.

O nome de «Beltraneja», dado à filha, vem do nome de um fidalgo D. Beltrán de La Cueva, que diziam ser seu pai, ponto nunca esclarecido. Foi destronado em efígie, na cidade de Ãvila - nada melhor do que isso para provar até onde chegava o orgulho e arrogância dos nobres castelhanos que ofereceram o trono ao seu irmão D. Afonso e à sua irmã D. Isabel, que o não aceitaram. No entanto, Isabel veio a ser a sua sucessora como Isabel I de Castela.

De pagem de lança a Conde de Lemos, Marquês de Ledesma e Duque de Albuquerque, Grão-Mestre da Ordem de Santiago, Henrique IV levou os irmãos Isabel e Afonso para a corte, a pretexto de completar sua educação, na verdade para evitar que servissem como bandeira a nobres descontentes. Os nobres castelhanos tinham aumentado seu poder constantemente durante as menoridades sucessivas, tirando proveito da fraqueza dos reis Henrique II de Castela e João II de Castela.

Já haviam conseguido retirar completamente a autoridade do trono. Aproveitaram a incrível imbecilidade de Henrique IV e as relações escandalosas entre sua segunda esposa Joana de Portugal e o favorito Beltrán de La Cueva. Aceitou reconhecer por herdeiro o irmão, o Infante Afonso, mas este morreu em 1468, envenenado como se crê. Os magnatas buscaram obter a coroa para Isabel, rejeitando a filha do rei, Joana, chamada «La Beltraneja» na suposição de que o verdadeiro pai era Don Beltrán.

Nessa ocasião, Isabel deu uma das provas mais precoces de suas grandes qualidades, recusando a coroa usurpada que lhe foi oferecida e declarando que nunca aceitaria o título de rainha enquanto vivesse o irmão. O rei, por outro lado, cometeu a tolice extraordinária de reconhecer Isabel como herdeira imediata, excluindo Joana. Os historiadores geralmente interpretam tal ato como reconhecimento implícito de sua própria desonra. Entretanto, mesmo que Joana tenha sido de fato sua filha, como juridicamente o era, pode ter cedido à violência dos nobres, que desejavam dar a coroa imediatamente a Isabel, e buscou um compromisso tornando-a herdeira, como fez nas Bulas da Venta de los Toros, em Guisando, 19 de setembro de 1468.

Há um ano Isabel vivia em Segovia, retirada da corte, que residia em Toledo. Depois da conclusão do pacto, esteve afastada do irmão, que tinha planos para seu casamento. Casou-se em 1469 com Fernando II de Aragão. Incapaz de se fazer obedecer, Henrique foi deposto (1468), sucedido por Isabel e Fernando II. Ainda tentou salvar o trono da filha, mas morreu sem resolver o problema.

editar Casamentos e posteridade

Casou em Valladolid em 16 de setembro de 1440 (data de 27 de julho de 1453 o divórcio por mútua impotência, estéril após 13 anos; por autoridade do Papa Nicolau V) com Branca de Aragão (nascida em Olite em 9 de junho de 1424-morta em 2 de dezembro de 1464 em Orthez, envenenada), filha de João II de Navarra, depois Rei de Aragão e de Branca de Navarra; era irmã do Príncipe de Viana.

Casou em Córdoba em 20 de maio de 1455 com Joana de Portugal (nascida na quinta do Monte Oliveto, nos arredores de Almada-Tojal em 31 de março de 1439- morta em 13 de junho de 1475 em Madrid), filha do Rei Duarte I de Portugal e Leonor de Aragão e irmã do rei Afonso o Africano. Joana protegeu em sua fuga Luís Hurtado de Mendoza, que a levou a Buitrago, onde se reuniu com a filha Joana em 1468. Era bonita, ligeira, pouco recatada e amiga de prazeres. O rei era o elemento moderador, pacífico e tolerante. Discute-se se era impotente, se impotência seria absoluta ou episódica; e havia métodos de fecundação artificial então conhecidos. Quando do casamento em 1455, a licença do divórcio dada pelo Papa ainda não chegara. O Papa o autorizou a se divorciar e casar com Joana por quatro anos, com condição de lograr sucessão, depois do que deveria se apartar dela, obrigada a deixar o reino no prazo de quatro meses. Joana nasceu três anos após o prazo convenido, quando o segundo matrimônio nem mais se considerava válido. A prova é que, em 30 de abril de 1462, doña Blanca de Navarra ainda se considerava esposa de Castela, de direito embora não de fato, legando diante de um notário o trono de Navarra e qualquer outro senhorio, rendas, direitos, a Henrique IV e seus sucessores. Esta é a única razão de ordem jurídica que desapossava dona Juana, sua filha, de seus direitos ao trono de Castela.

  • 1 - Joana nasceu em Madrid em 7 de março de 1462- morrendo em 1530 em Coimbra ou Lisboa) chamada a Beltraneja, e foi Princesa das Astúrias. Paternidade disputada: Beltrán de la Cueva, odioso favorito, seria o pai, lenda espalhada pelo arcebispo Carrillo, inimigo pessoal da rainha afastada. O pai a fez jurar como primogênita da Coroa em Madrid em 9 de maio de 1462 pelas Cortes, pelos infantes don Alfonso e doña Isabel, e em Avila, em em junho de 1465, como filha e herdeira legal e indiscutível sendo sua madrinha sua tia Isabel, posteriormente Isabel I de Castela. Em 4 de setembro de 1465 o rei ditou uma cédula, inspirada pelo Marquês de Villena, Juan Pacheco, que tinha o Infante D. Afonso seu irmão como herdeiro, caso Juana casasse. Em 1469 tentou-se seu casamento com Carlos de França (1446-1472), Duque de Berry em 1461, duque da Normandia em 1465; Duque da Guyenne ou Aquitânia de 1469 a 1472; era filho de Carlos VIII de França e irmão de Luís XI de França. Depois se pensou em casá-la com seu primo don Juan; com Henrique Fortuna, Infante de Aragão. Mas, morto seu pai Henrique IV de Castela, em 11 de dezembro de 1474, a irmã dele, Isabel foi proclamada (em Segovia) rainha de Castela. Henrique, revogando o Pacto de Guisando, havia resolvido proclamá-la herdeira de seus domínios. Apesar de solenemente jurada e proclamada herdeira em 26 de outubro de 1470, todos se passaram para Isabel. Tinha apenas 12 anos quando da guerra civil. O arcebispo Carrillo, de Toledo, Zamora, Salamanca, o Marquês de Villena, o duque de Arévalo, o Marquês de Cadiz, o conde Ureña, o Mestre de Calatrava e outros nobres, que em vida do rei lhe tinham negado legitimidade, a defenderam. Eram poucos esses partidários mas pediram que seu tio Afonso V de Portugal (1432-1481) o Africano, rei de Portugal, seu tutor e defensor, velho, gordo e achacoso, casasse com ela. O casamento foi celebrado em 12 de maio de 1475 em Plasencia, sem consumar.
Precedido por
João II
Armas de Castela e Leão
Rei de Castela e Leão

1454 - 1474
Sucedido por
Isabel I, a Católica