| Brasão | Bandeira |
Castelo de Guimarães |
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| Gentílico | vimaranense; guimaranense (raro) |
| Área | 242,85 km² |
| População | 162 572 [1] hab. (2006) |
| Densidade populacional | 669,43 hab./km² |
| N.º de freguesias | 69 |
| Fundação do município (ou foral) |
1096? (Conde D. Henrique) |
| Região | Norte |
| Sub-região | Ave |
| Distrito | Braga |
| Antiga província | Minho |
| Orago | Nossa Senhora da Oliveira e São Gualter |
| Feriado municipal | 24 de Junho (Batalha de São Mamede) |
| Código postal | 48__-___ Guimarães |
| Endereço dos Paços do Concelho |
Largo Cónego José Maria Gomes 4800-419 Guimarães |
| Sítio oficial | www.cm-guimaraes.pt |
| Endereço de correio electrónico |
geral@cm-guimaraes.pt |
| Municípios de Portugal |
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Guimarães é uma cidade portuguesa situada no Distrito de Braga, região Norte e subregião do Ave (uma das subregiões mais industrializadas do país), com uma população de 52 182 habitantes, repartidos por uma malha urbana de 23,5 km², em 20 freguesias e com uma densidade populacional de 2 223,9 hab\km².[2] É sede de um município com 242,85 km² de área e 162 572 habitantes (2006)[1], subdividido em 69 freguesias, sendo que a maioria da população reside na cidade e na sua zona periférica. O município é limitado a norte pelo município de Póvoa de Lanhoso, a leste por Fafe, a sul por Felgueiras, Vizela e Santo Tirso, a oeste por Vila Nova de Famalicão e a noroeste por Braga.
É uma cidade histórica, com um papel crucial na formação de Portugal, e que conta já com mais de um milénio desde a sua formação, altura em que era designada como Vimaranes
Guimarães é uma das mais importantes cidades históricas do país, sendo o seu centro histórico considerado Património Cultural da Humanidade, tornando-a definitivamente um dos maiores centros turísticos da região. As suas ruas e monumentos respiram história e encantam quem a visita.
A Guimarães actual soube conciliar, da melhor forma, a história e consequente manutenção do património com o dinamismo e empreendedorismo que caracterizam as cidades modernas.
Guimarães é muitas vezes designada como "Cidade Berço", devido ao facto aí ter sido estabelecido o centro administrativo do Condado Portucalense por D. Henrique e por seu filho D. Afonso Henriques poder ter nascido nesta cidade e fundamentalmente pela importância histórica que a Batalha de São Mamede, travada na periferia da cidade em 24 de Junho de 1128, teve para a formação da nacionalidade. Contudo, as necessidades da Reconquista e de protecção de territórios a sul levou esse mesmo centro para Coimbra em 1129.
Os "Vimaranenses" são orgulhosamente tratados por "Conquistadores", fruto dessa herança histórica de conquista iniciada precisamente em Guimarães.
Índice |
editar História
A cidade está historicamente associada à fundação da nacionalidade e identidade Portuguesa. Guimarães, entre outras povoações, antecede e prepara a fundação de Portugal, sendo conhecida como "O Berço da Nação Portuguesa". Aqui tiveram lugar em 1128 alguns dos principais acontecimentos políticos e militares, que levariam à independência e ao nascimento de uma nova Nação. Por esta razão, está inscrito numa das torres da antiga muralha da cidade “Aqui nasceu Portugal”, referência histórica e cultural de residentes e visitantes nacionais.
editar Pré e Proto-História
A região em que Guimarães se integra é de povoamento permanente desde pelo menos o Calcolítico Final nacional, como atestam a presença, no concelho, das citânias de Briteiros e de Sabroso ou a Estação arqueológica da Penha.
A Ara de Trajano denuncia a utilização, pelos romanos, das águas termais da vila de Caldas das Taipas.
editar Da fundação de Guimarães à fundação de Portugal
A fundação medieval da actual cidade tem as suas raízes no remoto século X. Foi nesta altura que a Condessa Mumadona Dias, viúva de Hermenegildo Mendes, mandou construir, na sua propriedade de Vimaranes, um mosteiro dúplice, que se tornou num pólo de atracção e deu origem à fixação de um grupo populacional conhecido como vila baixa. Paralelamente e para defesa do aglomerado, mandou construir um castelo a pouca distância, na colina, criando assim um segundo ponto de fixação na vila alta. A ligar os dois núcleos formou-se a Rua de Santa Maria.
Posteriormente o Mosteiro transformou-se em Real Colegiada e adquiriu grande importância devido aos privilégios e doações que reis e nobres lhe foram concedendo. Tornou-se num afamado Santuário de Peregrinação, e de todo o lado acorriam crentes com preces e promessas.
A outorgação, pelo Conde D. Henrique, do primeiro foral nacional (considerado por alguns historiadores anterior ao de Constantim de Panóias), em data desconhecida, mas possivelmente em 1096[3], atesta a importância crescente da então vila de Guimarães, escolhida ainda como capital do então Condado Portucalense.
Aqui se daria, a 24 de Junho de 1128, a Batalha de São Mamede.
editar Idade Média
Como a vila foi-se expandindo e organizando, foi rodeada parcialmente por uma muralha defensiva no reinado de D. Dinis. Entretanto as ordens mendicantes instalam-se em Guimarães e ajudam a moldar a fisionomia da cidade. Posteriormente, os dois pólos fundem-se num único e após o derrube da muralha que separava os dois núcleos populacionais no reinado de D. João I, a vila intramuros já pouco mudará, expandindo-se extramuros com a criação de novos arruamentos como a Rua dos Gatos.[4]
editar Idade Moderna e Contemporânea
Haverá ainda a construção de algumas igrejas, conventos e palácios, a formação do Largo da Misericórdia (actual Largo João Franco) em finais do século XVII e inícios do XVIII, mas a sua estrutura não sofrerá grande transformação. Será a partir de finais do século XIX, com as novas ideias urbanísticas de higiene e simetria, que a vila, elevada a cidade, pela Rainha D. Maria II, por decreto de 23 de Junho de 1853[5], irá sofrer a sua maior mudança.
Será autorizado e fomentado o derrube das muralhas, haverá a abertura de ruas e grandes avenidas como o actual Largo de Martins Sarmento, o Largo da Condessa do Juncal e a Alameda de São Dâmaso, e a parquização da Colina da Fundação. No entanto, quase tudo foi feito de um modo controlado, permitindo assim a conservação do seu magnífico Centro Histórico.
editar
Geografia
editar Geologia
As rochas graníticas ocupam a maioria da área do concelho, predominando as rochas xistentas em pequenas zonas no noroeste e sudoeste do concelho e as argilas e cascalheiros fluviais ao longo dos leitos dos rios Ave, Vizela e Selho.[6]
editar Orografia e hidrografia
O concelho é delimitado a norte pela Senhora do Monte, a noroeste pelos montes da Falperra e Sameiro, Outeiro e Penedice e a sul pelo monte da Penha.[7] Este, com a elevação de 613 metros, apresenta-se como o ponto mais elevado do concelho.
É parte integrante da bacia hidrográfica do rio Ave, dividindo a meio o concelho de nordeste para sudoeste[7] , tendo como tributários o rio Vizela, rio Torto, rio Febras, e dentro da cidade, o rio Selho, rio de Couros e a ribeira de Santa Lúzia.
Os solos têm excelente aptidão agrícola, sendo separados por algumas zonas florestais, principalmente nas cotas mais altas.
editar Clima
Enquadrada entre um vale e montes e por se encontrar afastado do litoral, os Invernos são frios e chuvosos e o verão quente e ligeiramente húmidos, sendo a temperatura média anual de 14º.[8]
editar Fauna
A diversidade de espécies é escassa, em especial nas zonas urbanas. Ainda assim, o concelho apresenta algumas espécies com interesse cinegético como a Raposa-vermelha, Javali, Rola-comum, Tordo, Pombo ou a Perdiz-vermelha.[9]. Nas áreas verdes da cidade as espécies mais comuns são os roedores. Existe também o Esquilo.
editar Flora
Apresenta uma flora algo diversificada e bastante repartida.[10]
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Demografia
Da população do concelho, em 2001, 68 643 pessoas habitavam nas freguesias que fazem parte da cidade e dessas 52 182 pessoas viviam na área urbana da cidade[2], e 44221 nas vilas do concelho[11], sendo previsto que até 2010, o concelho, atinja uma população de 188 178 habitantes.[12]
A população residente, é constituída por 78 436 indivíduos do sexo masculino e 81 140 indivíduos do sexo feminino.
A cidade é a 13ª maior do país, em população residente.[13]
Evolução da população do concelho de Guimarães (1801 – 2004)

Evolução da população da cidade (1864 – 2001)

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Cultura
Guimarães, como cidade de dimensão média, tem uma vida cultural interessante. Para além dos museus, monumentos, associações culturais, galerias de arte e festas populares, tem desde Setembro de 2006 um importante espaço cultural, o Centro Cultural Vila Flor, com dois auditórios, um centro expositivo, e um café-concerto. Prepara-se para ser Capital Europeia da Cultura em 2012,[14] juntamente com Maribor, cidade da Eslovénia.[15][16] Até lá está prevista a construção de um Centro de Arte Contemporânea.[17]
editar Gastronomia
O facto de Guimarães ter como gérmen as terras de um convento feminino influenciou muito a gastronomia marcante da região, especialmente a nível da doçaria, como nas tortas de Guimarães e, principalmente, no toucinho do céu. Para além do que é habitual no Minho, como o vinho verde, as papas de sarrabulho, os rojões, etc., confecciona-se também o chamado "bolo" constituído por um tipo de pão (com o formato de uma pizza) servido com carne de porco, sardinhas ou outros acompanhamentos.
editar Tradições e festividades
- As Festas Gualterianas, em honra de São Gualter, decorrem desde 1906 sempre no primeiro fim-de-semana de Agosto. Nos últimos anos, a Câmara Municipal tem assumido a organização das festividades através de uma comissão presidida pelos vereadores da Cultura e outras instituições, nomeadamente a Associação Comercial e Industrial de Guimarães e a Associação Recreativa da Marcha Gualteriana. Estas festas são marcadas pelo Cortejo do Linho e pela Batalha das Flores. Por fim, como é tradição, a Marcha Gualteriana encerra as festas.
- As Nicolinas são Festas de Estudantes de Guimarães, celebradas em honra de São Nicolau de Mira. Iniciam-se a 29 de Novembro e terminam a 7 de Dezembro. São compostas por vários números: o Pinheiro e Ceias Nicolinas (o número mais concorrido onde os participantes, após um jantar pelos restaurantes da cidade, desfilam pelas ruas de Guimarães entoando os Toques Nicolinos ao som dos bombos e das caixas), as Novenas, as Posses, o Pregão Académico Vimaranense, as Maçãzinhas, as Danças de São Nicolau, o Baile da Saudade e a Roubalheira. Ultimamente tem vindo a ser defendida a candidatura das Festas Nicolinas a Património Oral e Imaterial da Humanidade.[18][19]
- A Festa de Santa Luzia acontece anualmente a 13 de Dezembro, junto à capela de Santa Luzia, na Rua Francisco Agra. Associada a esta festividade está a tradicional venda de bolos, confeccionados com farinha de centeio e açúcar, designados como Sardões e Passarinhas, com óbvias conotações sexuais. Segundo a tradição, os rapazes deveriam oferecer o Sardão, de forma fálica, à rapariga que, estando interessada em namorar, lhe deveria retribuir com uma Passarinha.[20]
- A Romaria Grande de São Torcato, chamada ainda por muitos como a maior romaria do Minho, acontece anualmente em Julho, na vila de São Torcato. Tem normalmente a duração de quatro dias e a particularidade da procissão em honra de São Torcato serem enfeitados a cetim.
editar Museus, espaços culturais e galerias de arte
- O Centro Cultural Vila Flor é o principal equipamento cultural de Guimarães. Concluído em Setembro de 2005, nasceu da recuperação do Palácio Vila Flor e espaços envolventes e da construção de um novo edifício para a sala de espectáculos. Tem dois auditórios, um café-concerto, área expositiva e é a sede da Assembleia Municipal. Os jardins do antigo palácio foram recuperados e receberam, em 2006, a Menção Honrosa na categoria Espaços Exteriores de Uso Público do Prémio Nacional de Arquitectura Paisagista.[21]
- A Sociedade Martins Sarmento é das mais antigas instituições vimaranenses e nacionais que se dedica ao estudo e preservação de vestígios arqueológicos. Tem sobre sua alçada dois museus: o Museu Arqueológico da Sociedade Martins Sarmento, situado na sua sede, conhecido pelas colecções pré e proto-históricas, albergando ainda colecções de numismática e epigrafia latina; e o Museu da Cultura Castreja, situado no Solar da Ponte na freguesia de São Salvador de Briteiros, perto da Citânia de Briteiros e do Castro de Sabroso, que se dedica à cultura castreja.
- O Museu de Alberto Sampaio, criado em 1928 e aberto ao público desde 1931, é dependente do Instituto dos Museus e da Conservação[22] e situa-se nas antigas instalações do Cabido da Colegiada de Nossa Senhora da Oliveira. Possui um rico acervo, constituído principalmente por peças dos séculos XIV, XV, e XVI e onde pontifica o loudel de D. João I. No Verão, numa iniciativa ímpar em Portugal, encontra-se aberto à noite.
- Existem ainda: o Museu de Arte Primitiva Moderna, localizado no Dommus Municipallis, os antigos paços municipais, versa sobre a pintura geralmente conhecida como Naïf; o Museu da Vila de São Torcato, que é dedicado à vivência da região e seu mosteiro e sua relação com São Torcato; o Museu da Agricultura de Fermentões, que expõe colecções dedicadas às tradicionais práticas agrícolas da região; e o Museu Paroquial de São Sebastião, inaugurado a 24 de Março de 1984, que tem o seu acervo constituído na sua grande maioria por peças de arte sacra.[23]
- A Biblioteca Municipal Raul Brandão, tem a sua sede na cidade e dispõe ainda bibliotecas anexas nas vilas de Pevidém, Caldas das Taipas,[24] e Ronfe, oferecendo ainda os serviços de uma biblioteca itenerante a 42 freguesias,[25] e Ronfe, serviços de leitura ao Estabelecimento Prisional de Guimarães,[26] bibliotecas escolares, centros de dia e cafés.
- O Laboratório das Artes foi fundado em 2004 por estudantes da ESAP, oito meses após o projecto Espaço Provisório, dedicado a intervenções artísticas numa loja comercial da Rua de Santo António. Em Fevereiro de 2004 ocupou uma casa na Rua de Camões, em avançado estado de degradação, sendo palco de exposições, performances, música, workshops, entre outras formas de expressão artística até Novembro de 2005. Entretanto o grupo muda-se para uma loja na Avenida de São Gonçalo, a que dão o nome de Sala de Espera. Entretanto organiza o Projecto Teleférico e muda-se, em finais de 2006, para uma casa na Rua de Santa Maria.
- Arquivo Municipal de Alfredo Pimenta
- São Mamede Centro de Artes e Espectáculos de Guimarães
- Cineclube de Guimarães
- Cybercentro de Guimarães
- Círculo de Artes e Recreio
- Galeria Fuga pela Escada
- Galeria Gomes Alves
editar Freguesias e organização administrativa
No contexto de políticas sub-regionais de desenvolvimento e de mobilidade, é membro da Grande Área Metropolitana do Minho, constituída por 13 municípios, que no seu total contabilizam 798 043 habitantes em 2001, sendo também a maior cidade e concelho da subregião do Vale do Ave que por si só alberga 509 969 habitantes (2001), sendo ainda a sede da Associação de Municípios do Vale do Ave. Pertence ainda ao Distrito de Braga.
O concelho é compreendido por 69 freguesias, sendo 28 freguesias classificadas como Áreas Mediamente Urbanas (AMU), tendo 1 o estatuto de vila e as restantes 41 freguesias categorizadas como Áreas Predominantemente Urbanas (APU) , sendo que dessas freguesias, 8 têm o estatuto de vila e 20 são total ou parcialmente inseridas na cidade.[27]
editar Freguesias com estatuto de vila
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editar Freguesias inseridas na área urbana da cidade
editar Restantes freguesias predominantemente urbanas
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editar Freguesias mediamente urbanas
editar Geminações
Guimarães tem os seguintes acordos de geminação:[28]
Londrina, (desde Abril de 1987);
Mé-Zóchi, (desde 30 de Junho de 1989);
Brive-la-Gaillarde, (desde 3 de Junho de 1993);
Igualada, (desde 24 de Junho 1995);
Tacoronte, (desde 26 de Outubro 1997);
Rio de Janeiro, Brasil (desde 27 de Maio de 1999);
Kaiserslautern, (desde 15 de Setembro 2000);
Colônia do Sacramento, (desde 24 de Junho de 2001);
Compiègne, (desde 24 de Junho de 2006);
Ribeira Grande de Santiago, (desde 24 de Junho de 2007);
editar Sociedade
editar Qualidade de vida
Considerada pelo jornal Expresso como a 2ª cidade com melhores condições para se viver[29], é contudo a segunda cidade mais poluída do país. [30]
Em 2004, a rede de abastecimento de água cobria 89% da população, sendo previsto pela concessionária Vimágua que em finais de 2006 a cobertura atingisse 95% da população.[31] O abastecimento de água era fornecido na efectividade a cerca de 70% da população.
A cobertura da rede de saneamento básico doméstico pública era, em 2001, de 63,5% da população (previsto pela Vimágua que atinja os 80% em 2006)[31], sendo que 47% dos alojamentos familiares se encontravam ligados ao sistema público, enquanto 49% se encontrava ligada a sistemas particulares (principalmente fossas sépticas) e 1,1% não possuía qualquer sistema de esgotos.
O acesso, em 2001, a estações de tratamento de águas residuais era de 67,5%.
Na recolha e tratamento de resíduos, o acesso da população era de 100%.
Contudo, alguns defendem que a cidade, conjuntamente com outras cidades do Distrito de Braga, têm crescido "desordenadas e inestéticas, sujeitas a políticas de betão promovidas pelas autarquias responsáveis".[32]
editar Comunicação social
editar Imprensa escrita
Guimarães foi a quarta cidade dos país a dispor de jornais [33], com o "Azemel Vimaranense" fundado em 1822 e cuja publicação, possivelmente, terminou com os acontecimentos da Vilafrancada.[34] Contudo, somente a partir de 1856 é que este teria seguimento, com o aparecimento de vários jornais locais, dos quais o primeiro a ser publicado, foi "A Tesoura de Guimarães".[33] Na actualidade os jornais são:
editar Rádios
No concelho todo existem somente duas rádios, ambas sedeadas na cidade. A Rádio Fundação emite em 95.8 FM. A Rádio Santiago emite em 98.0 FM. Refira-se ainda a Rádio Universitária do Minho, sedeada em Braga[35], que emite em 97.5 FM para os pólos da Universidade do Minho de Braga e Guimarães. [36] Todas possuem ainda emissão pela Internet.
editar Televisão
A Guimarães TV emite on-line desde 24 de Junho de 2007[37], fruto da iniciativa da câmara municipal e do Cybercentro [38], sendo os seus conteudos transmitidos no canal Região Norte TV, na plataforma por cabo da TVTEL. [39]
editar
Desporto
Guimarães nos últimos anos, assistiu à construção de vários equipamentos desportivos, maioritariamente inseridos na Cidade Desportiva, como o Multiusos de Guimarães, Piscinas de Guimarães, Pista de atletismo Gémeos Castro (que servem maioritariamente a população da cidade) ou a pista de cicloturismo.
Da Cidade Desportiva, salienta-se a o novo Multiusos de Guimarães, situado na veiga de Creixomil, junto a uma das principais entradas rodoviárias e à circular urbana. Com uma capacidade máxima de 2856 lugares na nave central, já acolheu várias competições de nível internacional, concertos, congressos e feiras.[40]
Relativamente perto do pavilhão multiusos, as Piscinas de Guimarães, são compostas por três piscinas interiores aquecidas, sendo uma delas de 25m e as restantes dedicadas à aprendizagem e bebés e duas piscinas exteriores. Dispõe ainda, de um ginásio, gabinete de massagens, entre outros serviços.[41]
Mesmo a seu lado encontramos a Pista de atletismo Gémeos Castro, com 8 corredores em piso sintético e bancada com capacidade para 1200 pessoas.[42]
A pista de cicloturismo Guimarães-Fafe, resultado do aproveitamento parcial da desactivada, em 1986, ligação ferroviária a Fafe, fazendo esta a ligação da cidade à cidade e concelho de Fafe, compreendendo uma extensão de 14,1Km,sendo assim um excelente traçado para percursos cicloturísticos ou pedestres, maioritariamente feito pelo meio de montes e campos agrícolas. O primeiro troço abriu em 1996, no concelho de Fafe e tinha a extensão de 6 Km, sendo aberto o troço vimaranense em 1999, formando assim o actual percurso intermunicipal.[43]
Todos estes equipamentos são geridos pela Cooperativa Municipal Tempo Livre, que gere ainda, ao abrigo de um acordo com o Ministério da Educação, seis pavilhões gimnodesportivos inseridos em escolas, quatro deles das vilas de Pevidém, Lordelo, Moreira de Cónegos, Ronfe e os restantes nas freguesias de Creixomil e Urgezes inseridos na malha urbana da cidade.[44]
editar Instituições desportivas
O clube mais importante e conhecido do concelho é o Vitória Sport Clube, sedeado na cidade, e embora participe em mais modalidades, é conhecido especialmente pelo futebol, onde esteve 48 épocas consecutivas na primeira divisão portuguesa até a época de 2005/2006, tendo descido durante uma época à Liga de Honra. Agora está de regresso a Liga Bwin, tendo garantindo a sua promoção a uma jornada do fim do campeonato. Na época de 2007/2008 garantiu, pela primeira vez na sua história, o apuramento para a 3ª pré-eliminatória da Liga dos Campeões.
Também no futebol sobressai-se o Moreirense Futebol Clube, da vila de Moreira de Cónegos, que competiu recentemente na primeira divisão portuguesa.
editar Economia
Tem uma intensa actividade económica, especialmente nas seguintes actividades: fiação e tecelagem de algodão e linho, cutelaria, curtumes, quinquilharia e artesanato (ourivesaria, faianças e bordados).
editar Sector primário
No sector primário, o solo é maioritariamente ocupado por culturas forrageiras e prados temporários, seguido de culturas cerealíferas e vinha. Ao contrário da região do Ave, onde as pastagens e prados permanentes ocupam 3 529 hectares, no concelho apenas 54 hectares são ocupados dessa mesma forma.
editar Sector secundário
Concelho integrado no vale do Ave, zona que se caracteriza historicamente pela sua forte industrialização, nomeadamente na indústria transformadora e no sector têxtil.
editar Sector terciário
A maioria de serviços concentra-se na cidade e vilas.
editar Avepark
Encontra-se em construção desde Junho de 2006, entre a vila das Caldas das Taipas e a freguesia de Barco, como pólo do Ave do Parque de Ciência e Tecnologia do Porto onde em parceria com a Universidade do Minho, se prevê também a instalação, no âmbito de uma candidatura efectuada à União Europeia, do primeiro Centro Europeu de Excelência em território nacional (o Instituto Europeu de Excelência em Engenharia de Tecidos e Medicina Regenerativa).[45]
editar Transportes e comunicações
É servida por uma rede viária, tendo a cidade como centro e nó de várias vias entre as quais se pode salientar as auto-estradas A7 (Póvoa de Varzim - A24 Vila Pouca de Aguiar) e A11 (Esposende- A4 Castelões (Penafiel), permitindo assim a chegar à cidade do Porto, afastada 55,9 km, em 43 minutos, e à cidade de Lisboa, à distância de 365,2 km, em 03h41m[2] e em 20 minutos à cidade de Braga, permitindo assim a sua plena integração nos circuitos económicos nacionais e europeus. Importa ainda referir ser o concelho servido pelas estradas nacionais 101, 105, 106 e 206.
O concelho de Guimarães, a nível de transporte ferroviário, é servido pela Linha de Guimarães cobrindo 5,9% das freguesias e 12,7% da população, sendo a distância média das freguesias não servidas por este transporte, de 5,8 km.[2] Esta linha beneficiou de uma renovação recente que passou pela reedificão de estações e apeadeiros, electrificação da linha e seu alargamento para Bitola ibérica e a compra de automotoras UME3400.[46]
Os transportes públicos cobrem 97,1% das freguesias correspondente a 98% da população. A rede de transportes urbanos, actualmente concessionada aos TUG, serve 23 freguesias a que corresponde 33,8% das freguesias ou 50,9% da população. As praças de táxis cobrem 63,2% das freguesias ou 82,3% da população.[2]
Em Setembro de 2005 passavam diariamente, pela cidade, cerca de 120 000 viaturas.[47] Este tráfego provoca vários congestionamentos especialmente às horas de ponta e nas áreas centrais da cidade e nacional 101, entre Guimarães e Caldas de Taipas.[48]
editar Educação
A taxa de analfabetismo era, em 2001, de 7,4%, abaixo da média nacional e do Norte do país que eram de 8,9% e 8,3%, respectivamente.
editar Ensino superior
Os planos originais, para a criação da Universidade do Minho, apontavam para a instalação de um campus único na vila de Caldas das Taipas, contudo razões políticas levaram à divisão da universidade entre as cidades de Braga e Guimarães.[49] Guimarães recebeu na época lectiva de 1977-78, no Palácio de Vila Flor (actual centro cultural), parte dos cursos da então recém criada Universidade do Minho. As instalações definitivas da Escola de Engenharia foram inauguradas em 1989 no actual Campus de Azurém, onde hoje em dia se lecciona os cursos de arquitectura, geografia e a maioria dos cursos de engenharia.
Possui ainda uma extensão da Escola Superior Artística do Porto, instituição pertencente ao Ensino Politécnico, vocacionada para a formação académica na área das artes. Aqui iniciou a sua actividade no ano lectivo de 1983-84, designada então como Cooperativa de Ensino Superior Artístico Árvore, na sede da Associação Cultural e Recreativa Convívio, no âmbito de um protocolo entre estas duas instituições. Transferiu-se para o actual edifício no ano lectivo seguinte.[50]
editar Património
O papel de Guimarães desempenhado na formação da nacionalidade portuguesa confere-lhe uma singularidade, muito marcada no contexto turístico nacional, um estatuto simbólico que mantém desde há séculos. Primeira capital do Condado Portucalense e do país é uma das mais importantes memórias vivas, da afirmação e independência de Portugal. Este facto, aliado à classificação do Centro Histórico de Guimarães como Património Cultural da Humanidade em 2001, desempenha um papel fundamental na diferenciação de Guimarães como atracção turística no contexto dos circuitos de turismo cultural no Noroeste Peninsular.
Podemos salientar os seguintes locais como de particular interesse:
editar Arquitectura religiosa
- Do primitivo edifício da Igreja de Nossa Senhora da Oliveira pouco resta. Albergou a Colegiada de Santa Maria de Guimarães, uma das instituições religiosas mais importantes da Baixa Idade Média portuguesa. D. João I mandou edificar o actual edifício, em finais do século XIV, como paga pela sua vitória na Batalha de Aljubarrota.[51] Tem uma importância acrescida para os Vimaranenses, já que esta é a santa padroeira da cidade.
- A Capela de São Miguel do Castelo é uma capela tardo-românica, construída no século XIII, onde segundo a lenda terá sido baptizado D. Afonso Henriques.[52]
- Capelas dos Passos da Paixão de Cristo
- No Convento de Santa Clara, situa-se a actual Câmara Municipal de Guimarães.
- Igreja da Misericórdia
- Igreja de São Pedro
- A Igreja de São Domingos, de estilo gótico, foi mandada construir pela ordem dominicana.
- Igreja e Convento das Domínicas
- O Convento de São Francisco construído no início do século XV, foi alterada no século XVII. Apenas o portal e a cabeceira conservam o seu carácter gótico primitivo. Na capela-mor tem ainda interessantes retábulos de talha dourada e azulejos historiados do início do século XVIII, retornando cenas da vida de Santo António.
- Igreja de Nossa Senhora da Consolação e Santos Passos (conhecida vulgarmente por Igreja de São Gualter);
- Na descida da penha, inserida num percurso de montanha, encontra-se o Mosteiro de Santa Marinha da Costa, convertida em Pousada, por projecto de Fernando Távora.
- Igreja de Serzedelo (Monumento Nacional)
- O Santuário da Penha
editar Arquitectura civil
A cidade de Guimarães apresenta uma riquíssima variedade na sua arquitectura civil, nela sobressaindo-se o Paço dos Duques de Bragança, construído no século XV por D. Afonso, 1.º duque de Bragança, e que devido ao seu posterior abandono seria reconstruído na década de 1930.
A Rua de Santa Maria, de origem medieval, era zona privilegiada da elite vimaranense, ligando antigamente a Zona do Castelo à Colegiada de Guimarães na praça da Oliveira, mas actualmente começa no Largo do Carmo, onde despontam a casa onde morreu Francisco Martins Sarmento, a Igreja do Carmo e o seu chafariz central.
Descendo essa rua acedemos à zona central da zona histórica onde se encontram a Praça de Santiago, ladeada de casas antigas, de sacadas rematadas pelo tradicional alpendre, guardando um cunho medieval acentuado e a Praça da Oliveira, onde pode-se admirar a Igreja de Nossa Senhora da Oliveira e o Padrão do Salado. Estas duas praças são conhecidas localmente por serem o centro da movida vimaranense, devido à concentração de bares que se estende pelas praças e arruamentos periféricos. Como elemento de ligação, existem os Antigos Paços do Concelho, onde se localiza o actual Museu de Arte Primitiva Moderna.
A Casa da Rua Nova, situada na actual Rua de Egas Moniz, que alberga actualmente o Gabinete Técnico Local.
Na Casa dos Lobos Machado, situa-se a Associação Comercial e Industrial de Guimarães.
O Largo do Toural (conhecido como a "sala de visitas" da cidade e assim chamado por ter sido inicialmente construído como uma feira de venda de gado), é actualmente com o conjunto das praças da Oliveira e de Santiago, considerado popularmente como o centro da cidade. É ladeado de casas antigas com telhados de águas furtadas, janelas enormes que ocupam toda a fachada e belas grades de ferro forjado.
A Rua D. João I, antiga Rua dos Gatos, foi uma das primeiras ruas a existir fora do perímetro amuralhado e servia de ligação à antiga estrada para o Porto.[4]
O Palácio Vila Flôr, até finais do século XIX, situado até princípios do século XX nos arrabaldes da cidade, foi onde primeiramente se situou a Universidade do Minho e onde actualmente se situa o Centro Cultural Vila Flor.
O Parque da Cidade, é o maior espaço verde da cidade.
Fora da área urbana pode-se encontrar o Campo da Ataca, onde se terá iniciado a Batalha de São Mamede. Sobranceira à cidade, o monte da Penha é um aprazível sítio de onde se pode desfrutar de uma panorâmica do concelho e concelhos envolventes. Merece aí destaque a igreja projectada por José Marques da Silva ou estátua de Pio IX, situada no ponto mais alto do concelho. Gravado numa rocha, observa-se um baixo-relevo dos aviadores Gago Coutinho e Sacadura Cabral. Deva-se ainda referir o busto sobre pedestal de José de Pina e a imagem de São Cristóvão, enquadrada no alto de um rochedo.
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O Castelo de Guimarães foi mandado c
