| Galiza Galicia, Galiza |
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| Hino: Queixumes dos Pinos | |
| Hoc hic misterium fidei firmiter profitemur | |
| Capital | Santiago de Compostela |
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| Gentílico | galegos ou galicianos (ver nome) |
| Províncias | A Corunha, Lugo, Ourense, Pontevedra |
| Idioma oficial | Galego e castelhano |
| Festividade | 25 de Julho (Dia da Galiza) |
| Estatuto de Autonomia | 28 de Abril de 1981 |
| ISO 3166-2 | GA |
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| Presidente | Emilio Pérez Touriño (PSdeG) |
| Junta da Galiza | |
| Comunidades autónomas da Espanha |
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A Galiza (em galego, Galiza ou Galicia, em castelhano Galicia; no Brasil também se utiliza Galícia, adaptação da forma castelhana. Ver secção "nome") é uma comunidade autónoma situada no noroeste de Espanha, ao norte de Portugal, com estatuto de nacionalidade histórica. Localizada no noroeste da Península Ibérica, é limitada a oeste e norte pelo Oceano Atlântico, a leste pelas comunidades de Astúrias e de Castela e Leão e a sul com o país luso.
Índice |
editar História
Até ao século XIX, a Galiza estava dividida em sete províncias: Mondonhedo, Lugo, Ourense, Tui, Santiago, Corunha e Betanços. Desde essa época, as províncias foram reduzidas a apenas quatro.
Órgãos de governo próprios: Junta da Galiza ou Xunta de Galicia (em galego) e o Parlamento Galego.
Portugal foi um destino migratório para muitos galegos, desde o tempo da reconquista. [1]
editar Política
Número de deputados no Parlamento de Galiza, em 2007:
- Partido Popular de Galiza (PPdG): 37 deputados
- Partido Socialista da Galiza (PSdG): 25 deputados
- Bloco Nacionalista Galego (BNG): 13 deputados
Número de votos das forças políticas com representação parlamentar nas eleições (19. julho 2005):
- Partido Popular de Galiza (PPdG): 756.202
- Partido Socialista da Galiza (PSdG): 555.246
- Bloco Nacionalista Galego (BNG): 311.839
Número de votos das forças políticas sem representação parlamentar:
- Esquerda Unida (coligação que inclui ao PCG, Partido Comunista da Galiza): 12.042
- NÓS-UP (independentista de esquerda): 1.749
editar Nacionalidade galega
Actualmente, o Estatuto de Autonomia de Galiza define a Galiza como "nacionalidade histórica". Os dois partidos que acordaram um governo de coligação (bipartido, PSdeG-PSOE e BNG) consideram urgente realizar um novo estatuto de autonomia regional e ambos defendem a consideração da Galiza como nação diferenciada no estado espanhol, tal como expuseram publicamente no chamado debate da investidura, em que foi eleito presidente Emilio Perez Touriño (PSdG).
A "Defesa da Nacionalidade" foi assinada em público (Pacto de Governo), após o acordo de coligação.
editar Geografia
A Galiza divide-se em quatro províncias: Corunha, Lugo, Ourense e Pontevedra. Sua capital é a cidade de Santiago de Compostela, na província da Corunha.
Além da divisão provincial, a Galiza também subdivide-se em comarcas e concelhos (ver comarcas da Galiza e concelhos da Galiza)
As cidades mais populosas são: Vigo (293.000 habitantes), Corunha (243.000), Ourense (108.000), Lugo (93.000), Santiago de Compostela (93.000), Pontevedra (81.000) e Ferrol (76.000) Área: 29.575 km². População aproximada: 2.760.000 milhões.
A densidade total da população é 93,8 habitantes por quilômetro quadrado.
editar Cultura
editar Língua
A língua galega é a língua própria da Galiza, e assim foi reconhecida legalmente no seu Estatuto de Autonomia, tornando-se uma das suas línguas oficiais. A outra língua oficial é o castelhano, língua alheia ao território e imposta por diversas causas políticas que remontam à Idade Média. Além disso, em várias comarcas de Leão e Astúrias, que limitam com o oriente da Galiza, fala-se também galego. Estas comarcas, separadas da Galiza administrativa no século XVIII, são reivindicadas por uma parte do nacionalismo galego como pertencente à nação galega.
editar Disputa linguística
Não existe consenso quanto à relação entre a língua galega e a língua portuguesa. A postura oficial na Galiza afirma a total distinção entre ambas línguas, não havendo nenhuma menção desta semelhança no Estatuto autonômico, o qual prevê apenas a Real Academia Galega como competente para determinar a normativa da "língua própria" da Galiza. Porém no atual acordo ortográfico (2003) é feita uma referência ao português[2] como critério utilizado à hora de elaborar a norma.
No entanto, existe na Galiza um movimento reintegracionista, que defende a tese de que a língua portuguesa e o galego nunca se separaram realmente, sendo variantes da mesma língua, tal como podem ser o português de Portugal e o português brasileiro. Denominam à variante da Galiza como galego, galego-português, portugalego ou português da Galiza.
editar Nome
Em galego os nomes oficiais são Galiza e Galicia, esta última forma considerada maioritária e preferente pela Real Academia Galega e também usada em castelhano. A Real Academia Galega e o Instituto da Língua Galega admitiram Galiza e Galicia na sua normativa de concórdia do verão de 2003. A Associação Galega da Língua, pertencente ao movimento reintegracionista, admite apenas Galiza.
No Brasil, diversas obras utilizam o termo "Galícia", inclusive dicionários e enciclopédias tais como o Minidicionário Antônio Olinto da Língua Portuguesa[3], o Minidicionário Soares Amora da Língua Portuguesa[4], a Grande Enciclopédia Larousse Cultural[5], a Enciclopédia Geográfica Universal[6] e o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, de Antônio Houaiss. Esta última utiliza tanto "Galiza" como "Galícia" no seu verbete sobre o gentílico "galiciano", não o citando, porém, no verbete "galego", em que aparece apenas a forma vernácula "Galiza".
Todavia, obras como o Dicionário de Questões Vernáculas de Napoleão Mendes de Almeida ou A imprensa e o caos na ortografia de Marcos de Castro, afirmam com veemência a condição de barbarismo que representaria o uso do termo Galícia em detrimento do vernáculo Galiza. Outras obras, como o Dicionário Onomástico Etimológico da Língua Portuguesa, de José Pedro Machado nem mesmo registram o referido termo, cujo uso, segundo alguns autores, teria sido disseminado no Brasil como adaptação do topônimo castelhano Galicia, por uma possível influência dos numerosos imigrantes galegos que chegaram ao país[7].
editar Clubes de futebol
Salientam-se as equipas que jogaram na Primeira Divisão espanhola ou jogaram finais da Copa do Rei: o Real Club Deportivo de La Coruña, o Real Club Celta de Vigo, a Sociedad Deportiva Compostela, o Pontevedra Fútbol Club e o Racing Club de Ferrol.
editar Curiosidades
Em muitas regiões do Nordeste do Brasil, galego é o termo mais popular para identificar pessoas com aparência Norte-Européia, tal como o vocábulo "alemão" e "russo" são usados em São Paulo. Isso ocorre principalmente por que no Nordeste os alemães não marcaram tanta presença, e portanto durante o período colonial, as pessoas mais claras eram majoritariamente de Portugal do Norte e da fronteira Galega, que foi excluída das grandes navegações espanholas(para tentar evitar o separatismo da nação Suevo-galego-norte-portuguesa)e provavelmente mandou muitos de seus filhos ao Brasil durante o período colonial, sendo quase impossível determinar quantos brasileiros possuem ao menos um ancestral galego hoje em dia.
Referências
- ↑ Imigração de galegos no Norte de Portugal (1500-1900)
- ↑ pg6. ponto4(...) nomeadamente no referido aos ámbitos científico e técnico, o portugués será considerado recurso fundamental (...) in http://www.xunta.es/linguagalega/arquivos/normasrag.pdf
- ↑ Minidicionário Antônio Olinto da Língua Portuguesa, 2ª edição. São Paulo, Moderna, 2001.
- ↑ Minidicionário Soares Amora da Língua Portuguesa, 17ª edição. São Paulo, Saraiva, 2003.
- ↑ Grande Enciclopédia Larousse Cultural. São Paulo, Nova Cultural, 1998.
- ↑ Enciclopédia Geográfica Universal. São Paulo, Globo, 1996.
- ↑ Chacon, Vamireh. A grande Ibéria: convergências e divergências de uma tendência. UNESP, 2005. http://books.google.com/books?id=ObWmJKzsJWMC&dq=galicia+espanha&lr=lang_pt&num=100&as_brr=0&ei=aqqYSOeiNoj2jgHuy8DHCg
editar Ver também
- Estatuto da Galiza
- Parlamento da Galiza
- Literatura galega
- Galécia
- Bandeira da Galiza
- Brasão de armas da Galiza
- TVG
- Portugaliza

