Unidos da Tijuca
Unidos da Tijuca
Fundação: 31 de Dezembro de 1931 (76 anos)
Escola-madrinha:
cores: Azul e Amarelo
símbolo: Pavão
Bairro: Santo Cristo[1]
Presidente: Fernando Horta
Presidente de honra:
Carnavalesco: Luiz Carlos Bruno
Comissão de carnaval:
Intérprete oficial: Bruno Ribas
Diretor de carnaval: Sérgio Professor
Diretor de harmonia: Fernando Patrício
Diretor de bateria: Mestre Casagrande
Rainha da bateria:
Madrinha da bateria: Adriane Galisteu
Mestre-sala e porta-bandeira: Rogerinho e Lucinha
Mestre-sala e porta-bandeira:
(segundo casal)
Coreógrafo: Rodrigo Negri
Priscilla Mota
Comissão-de-frente:
Enredo de 2009: Uma odisséia sobre o espaço
Dia e hora do desfile (2009): 22 de fevereiro
entre 02h25 e 03h40

O Grêmio Recreativo Escola de Samba Unidos da Tijuca é uma escola de samba da cidade do Rio de Janeiro. A escola é originada a partir de diversos morros da Tijuca, tendo sua sede no Morro do Borel. Atualmente possui uma quadra comercial localizada na Avenida Francisco Bicalho, no bairro do Santo Cristo, próximo à Rodoviária Novo Rio. Porém esta quadra, ao contrário do que muitos pensam, não é a sede oficial da escola. A oficial permanece no Borel, onde ainda são realizados ao menos 3 ensaios anuais, voltados especialmente para a comunidade.

Índice

editar História

Fundada em 31 de dezembro de 1931, é uma das escolas de samba mais antigas do Brasil em atividade, perdendo apenas para Mangueira, Portela, Vai-Vai e Vaz Lobo. A agremiação surgiu a partir da fusão de quatro blocos existentes nos morros das redondezas (Casa Branca, Borel, Formiga e Ilha dos Velhacos). Mas o Morro do Borel, hoje em dia, é seu maior reduto, local de onde sai boa parte de seus componentes. Entre seus fundadores estão Leandro Chagas, João de Almeida, Pacífico Vasconcelos, Tatão, Alfredo Gomes, Marina Silva, Zeneida Oliveira e Regina Vasconcelos.

Em 1936, a escola viveu seu grande momento: foi a grande campeã do carnaval carioca, com o enredo Sonhos delirantes. Naquele desfile, realizado na Praça Onze, a Tijuca trouxe uma inovação, apresentando alegorias aludindo o enredo.

De 1960 a 1980, a escola enfrentou um período muito difícil, desfilando no segundo grupo e sem conseguir subir. Neste período, somente uma vez chegou perto de voltar ao grupo das grandes. Em 1980, a Tijuca reencontrou o caminho da vitória, sendo a campeã do Grupo 1B. Assim, voltava ao grupo principal do carnaval carioca.

Durante muitos anos, a escola não teve colocações muito boas, chegando a ser rebaixada algumas vezes. Na última vez, em 1998, homenageava o Vasco da Gama (clube de futebol e navegador). Em 1999, no Grupo de Acesso, a Tijuca fez um desfile memorável, com o enredo O Dono da Terra do carnavalesco Oswaldo Jardim, com um belo carnaval e um samba antológico, sendo reconduzida ao Grupo Especial.

Fez um grande carnaval em 2000, Terra dos papagaios... Navegar foi preciso!. O 5º lugar obtido foi o melhor resultado em quase 50 anos. No ano seguinte, cantou a vida e obra de Nelson Rodrigues e não obteve o sucesso do ano anterior.

Em 2002, homenageou a Língua Portuguesa e teve problemas com a última alegoria, que a fez terminar o desfile acima do tempo regulamentar e, com isto, foi punida com 0,2 na apuração. Ficou em nono lugar.

Em 2003, um desfile que falava dos Agudás, também problemático em diversos quesitos, obteve a 9ª colocação.

Com a chegada do carnavalesco Paulo Barros, a escola surpreendeu e conquistou o vice-campeonato em 2004 com enredo que falava dos avanços da Ciência, tendo revolucionado a estética dos desfiles ao apresentar alegorias humanas, como o já clássico carro do DNA.

Em 2005, foi novamente vice campeã, com um enredo que falava de cidades e reinos do imaginário humano dessa vez ficando a apenas um décimo da campeã Beija-Flor, tendo sido a favorita do público e vencedora do Estandarte de Ouro de melhor escola.

Em 2006, mais uma vez a escola do Morro do Borel entrou como favorita no Sambódromo onde realizou um desfile vibrante. Com o enredo Ouvindo tudo que vejo, vou vendo tudo que ouço, do carnavalesco Paulo Barros, a escola assumiu o desafio de transformar o som em imagem.

O desfile transcorreu perfeitamente, a escola foi premiada, ganhando, mais uma vez, o Estandarte de Ouro de melhor escola, porém amargou a sexta colocação.

Após o carnaval, a escola perdeu Paulo Barros, que transferiu-se para a Viradouro em 2007. O carnavalesco foi substituído pela dupla Lane Santana e Luiz Carlos Bruno .

Em 2007, a Tijuca superou todas as expectativas e manteve o estilo de Paulo Barros, provando que a escola é maior que qualquer carnavalesco. Ela desfilou com o enredo De lambida em lambida, a Tijuca dá um click na avenida, que falou sobre a fotografia, conquistando a quarta colocação, ficando ainda na frente da escola do ex-carnavalesco, a Unidos do Viradouro.

Para o carnaval 2008, a azul e ouro da Tijuca falará sobre as mais diversas coleções que nós podemos ter. O enredo Vou juntando o que eu quiser, minha mania vale ouro. Sou Tijuca, trago a arte colecionando o meu tesouro que é assinado pelo carnavalesco Luiz Carlos Bruno , conquistando a quinta colocação.

Para o carnaval 2009, a escola do borel escolheu o enredo Uma odisséia sobre o espaço ,de autoria do mesmo carnavalesco ,que excerá essa função, depois de cinco anos como diretor de carnaval e exercendo dupla-função ,nos dois ultimos carnavais.


editar Enredos e colocações na Sapucaí

Unidos da Tijuca
Ano Colocação[2] Grupo[3] Enredo Carnavalesco
1984 7°lugar 1A Salamaleikum - A epopéia dos insubmissos Malês
1985 Vice-Campeã 1B Mas o que foi que aconteceu?
1986 15ºlugar Especial Cama, Mesa e Banho de Gato Wany Araújo
1987 Campeã A As Três Faces da Moeda Sílvio Cunha
1988 11ºlugar Especial Bar Brasil, Templo do Absurdo Sílvio Cunha
1989 8ºlugar Especial De Portugal a Bienal no país do Carnaval Mário Monteiro
1990 9ºlugar Especial E o Borel descobriu, Navegar foi preciso Luiz Fernando Reis e Flávio Tavares
1991 8ºlugar Especial Tá na mesa, Brasil Oswaldo Jardim
1992 8ºlugar Especial Guanabaram, o Seio do Mar Oswaldo Jardim
1993 12ºlugar Especial Dança, Brasil Shanghai
1994 14ºlugar Especial Só Rio...é Verão Sylvio Cunha
1995 12ºlugar Especial Os nove bravos do Guarani Oswaldo Jardim
1996 14ºlugar Especial Ganga Zumba, a exaltação de uma raça Lucas Pinto
1997 11ºlugar Especial Viagem pitoresca pelos cinco continentes num jardim Lucas Pinto
1998 13ºlugar Especial De Gama a Vasco - A epopéia da Tijuca Oswaldo Jardim
1999 Campeã A O Dono da Terra Oswaldo Jardim
2000 5ºlugar Especial Terra dos Papagaios... Navegar foi Preciso Chico Spinoza
2001 9ºlugar Especial Com Nelson Rodrigues, Pelo Buraco da Fechadura Chico Spinoza
2002 10ºlugar Especial O sol brilha eternamente sobre o mundo de língua portuguesa Milton Cunha
2003 9ºlugar Especial Agudas, os que levaram a África no coração, e trouxeram para o coração da África, o Brasil Milton Cunha
2004 Vice-Campeã Especial O sonho da criação e a criação do sonho: a arte da ciência no tempo do impossível Paulo Barros
2005 Vice-Campeã Especial Entrou por em lado, saiu pelo outro... quem quiser que invente outro ! Paulo Barros
2006 6ºlugar Especial Ouvindo tudo o que vejo, vou vendo tudo o que ouço Paulo Barros
2007 4°lugar Especial De lambida em lambida, a Tijuca dá o click na avenida Lane Santana e Luiz Carlos Bruno
2008 5ºlugar Especial Vou juntando o que eu quiser, minha mania vale ouro. Sou Tijuca, trago a arte colecionando o meu tesouro Luiz Carlos Bruno
2009 Especial Uma odisséia sobre o espaço Luiz Carlos Bruno
2010

editar Títulos e premiações

editar Ligações externas

Referências

  1. Apesar de o local da sede administrativa ser em outro bairro , considera-se o local onde esta localizada sua quadra.
  2. Quando houver empates entre duas escolas numa mesma colocação, deve-se considerar a posição seguinte como vazia. Assim, por exemplo, se em determinado ano duas escolas forem campeãs, a que vier logo atrás deverá ser contabilizada como terceira colocada, e não segunda, ainda que o site da LIGA diga o contrário.
  3. De acordo com a nomenclatura dos grupos utilizadas atualmente pela Liga de Carnaval responsável, vide Anexo:Lista de escolas de samba do Brasil.