Acadêmicos do Salgueiro
[ Acadêmicos do Salgueiro]]
Fundação: 5 de Março de 1953 (55 anos)
Escola-madrinha: Mangueira
cores: Vermelho e Branco
símbolo: Instrumentos de pecurssão
Bairro: Andaraí
Presidente: Regina Duran
Presidente de honra: Miro e Maninho(in memoriam)
Carnavalesco: Renato Lage
Comissão de carnaval:
Intérprete oficial: Quinho
Diretor de carnaval: Tavinho Novello
Diretor de harmonia: Comissão de Harmonia[1]
Diretor de bateria: Mestre Marcão
Rainha da bateria: Viviane Araújo
Madrinha da bateria:
Mestre-sala e porta-bandeira: Ronaldinho e Gleice Simpatia
Mestre-sala e porta-bandeira:
(segundo casal)
Coreógrafo: Hélio Bejani
Comissão-de-frente:
Enredo de 2009: Tambor
Dia e hora do desfile (2009): 23 de fevereiro
entre 22h05 e 22h20

O Grêmio Recreativo Escola de Samba Acadêmicos do Salgueiro é uma escola de samba, das mais populares do Rio de Janeiro, atualmente está sediada na Rua Silva Teles, no bairro do Andaraí.

Índice

editar História

O Acadêmicos do Salgueiro foi fundado em 5 de março de 1953 a partir da união de duas escolas de samba do Morro do Salgueiro: Azul e Branco e Depois eu Digo. A Unidos do Salgueiro, terceira escola existente naquela localidade e que tinha como representante maior o sambista Joaquim Calça Larga, não concordou com a fusão e, por esse motivo, ficou de fora. Mais tarde, a Unidos do Salgueiro desapareceu. Em seu primeiro desfile, com o enredo "Romaria à Bahia" em 1954, a Acadêmicos do Salgueiro surpreendeu o público e alcançou a terceira colocação, à frente da Portela.

O primeiro presidente do Salgueiro foi Paulino de Oliveira e nos anos que se seguiram, a escola ousou ao tratar de enredos que colocassem os negros em destaque, e não como figurantes. É exemplo marcante desse novo estilo, Navio Negreiro (1957). Mas foi em 1958, sob a presidência de Nelson Andrade, que a agremiação adotou o lema que traz até hoje: nem melhor, nem pior, apenas uma escola diferente. Foi Nelson Andrade o responsável pela ida do carnavalesco Fernando Pamplona para o Salgueiro, em 1960, dando início a uma grande mudança no visual da escola. Pamplona criou uma equipe formada por ele, o casal Dirceu e Marie Lousie Nery, Arlindo Rodrigues e Nilton Sá, revolucionou a estética dos desfiles das escolas de samba.Essa tendência foi reforçada com a chegada de Fernando Pamplona e, posteriormente, de Arlindo Rodrigues, que resgataram personagens negros que enriqueceram a história do Brasil, embora fossem pouco retratados nos livros escolares, como Zumbi dos Palmares (Quilombo dos Palmares - 1960), Xica da Silva (Xica da Silva - 1963) e Chico Rei (Chico Rei - 1964).

Nos anos 70 a escola consagra o jovem artista plástico Joãosinho Trinta, que foi aluno de Pamplona, nos memoráveis desfiles de 1971 Festa para um Rei Negro (samba composto por Zuzuca, tendo como carnavalesco Joãosinho Trinta com o qual obtém seu 5º título) e o bicampeonato em 74/75 com Rei de França na Ilha da assombração (samba composto em 1974 por Zé Di e Malandro tendo como carnavalesco Joãosinho Trinta que lhe rendeu seu 6º título do carnaval carioca) e As minas do rei Salomão (samba composto em 1975 por Nininha Rossi, Dauro Ribeiro, Zé Pinto e Mário Pedra e tendo como carnavalesco Joãosinho Trinta com o qual conquistou seu 7º título).

Nos anos 80 a escola amarga uma série de insucessos, disputas internas causaram afastamento de salgueirenses históricos e vê a ascensão de escolas como: Beija-Flor , Imperatriz e Mocidade Independente, cujos desfiles eram confeccionados por ex carnavalescos do Salgueiro, como Joãosinho Trinta, Arlindo Rodrigues e Rosa Magalhães.

O jejum de títulos é quebrado em 1993 com o surpreendente Peguei um Ita no Norte, de Mario Borrielo, Demá Chagas, Arizão, Celso Trindade, Bala, Guaracy e Quinho e com o carnavalesco Mário Borriello, esse desfile foi responsável por um dos momentos mais inesquecíveis do carnaval carioca e por um dos melhores samba-enredo que a Sapucaí ouviu.

Nos últimos anos seu carnaval foi feito pelo carnavalesco Renato Lage que foi discípulo de Fernando Pamplona e Arlindo Rodrigues. Com a morte dos patronos Maninho e Miro Garcia, a vermelho-e-branca precisou mais do que nunca se unir para apresentar um grande desfile com o enredo Do fogo que ilumina a vida, Salgueiro é chama que não se apaga. O desafio foi vencido. O excelente desenvolvimento do enredo de Renato Lage e Márcia Lavia contava a história e a importância do fogo para a humanidade. A plástica do tema iluminou os carnavalescos a criarem um belíssimo trabalho de cores quentes e formas originais inspirados no elemento. O Salgueiro desfilou com uma garra que há muito tempo não se via. Exceto por problemas em duas alegorias, que tiveram dificuldade de passar pelas árvores não podadas da Presidente Vargas, a escola foi perfeita e incendiou a avenida, credenciando-se ao título. Injustamente, porém, na abertura dos envelopes, apenas a 5ª colocação foi reservada à escola.

Golpe maior a escola sofreria no ano seguinte, quando levou para a avenida o enredo Microcosmos, o que os olhos não vêem, o coração sente, criado por Renato Lage e Márcia Lávia. Já contando com a estrutura do barracão na Cidade do Samba, a escola sentiu o peso de abrir o desfile do Grupo Especial, com um público ainda frio e pouco receptivo. O resultado final foi a 11ª colocação, a pior da história do Salgueiro.

Para se reerguer, em 2007 o Salgueiro foi em busca de suas raízes para encontrar, na África Oriental, a história das Candaces, rainhas negras que governaram o Império Meroe, sete séculos antes de Cristo. Tudo pareceu perfeito para mais uma vitória - ou pelo menos o vice-campeonato. A escola fez um desfile brilhante e saiu aclamada pelo público e pela imprensa como postulante ao título. Uma boa colocação parecia certa para a escola (e para o público em geral). Essa expectativa durou apenas até a leitura das primeiras notas, na quarta-feira de cinzas. Inexplicavelmente os jurados deram notas baixas à escola. Afastada da luta pelo campeonato, o Salgueiro terminou a apuração em 7º lugar.em 2008 ,falando sobre a cidade do Rio de Janeiro, o Salgueiro conquista o vice-campeonato.

Após o vice-campeonato, o Salgueiro realizou eleições para a escolha da diretoria Excutiva, responsável pelo comando da escola no triênio 2008/2001. A vencedora foi a candidata da situação, Regina Celi Fernandes Duran, segunda mulher na história a presidir a escola.

Para 2009, a escola escolheu o enredo Tambor, de Renato Lage. O samba enredo vencedor foi composto por Moisés Santiago, Paulo Shell, Leandro Costa e Tatiana Leite.[2]



editar Salgueiro na Era Sambódromo

Acadêmicos do Salgueiro
Ano Colocação[3] Grupo[4] Enredo Carnavalesco
1984 4ºlugar Especial Skindô, Skindô Arlindo Rodrigues
1985 6ºlugar Especial Anos Trinta, Vento Sul - Vargas Edmundo Braga e Paulino Espírito Santo
1986 6ºlugar Especial Tem que se Tirar da Cabeça Aquilo que Não se Tem no Bolso - Tributo a Fernando Pamplona Ney Ayam, Mário Monteiro e Yarema Ostrower
1987 5ºlugar Especial E por que não? Renato Lage e Lílian Rabello
1988 4ºlugar Especial Em Busca do Ouro Mário Monteiro e Chico Espinosa
1989 5ºlugar Especial Templo Negro em Tempo de Consciência Negra Luiz Fernando Reis e Flávio Tavares
1990 3ºlugar Especial Sou Amigo do Rei Rosa Magalhães
1991 Vice-campeã Especial Me Masso se Não Passo pela Rua do Ouvidor Rosa Magalhães
1992 4ºlugar Especial O Negro que Virou Ouro nas Terras do Salgueiro Mário Borriello
1993 Campeã Especial Peguei um Ita no Norte Mário Borriello
1994 Vice-Campeã Especial Rio de Lá pra Cá Roberto Szaniecki
1995 5ºlugar Especial O Caso do por Acaso Roberto Szaniecki
1996 5ºlugar Especial Anarquistas Sim, Mas Nem Todos Fábio Borges
1997 7ºlugar Especial De Poeta, Carnavalesco e Louco... Todo Mundo tem um Pouco Mário Borriello
1998 7ºlugar Especial Parintins, A Ilha do Boi-Bumbá: Garantido X Caprichoso, Caprichoso X Garantido Mário Borriello
1999 5ºlugar Especial Salgueiro é Sol e Sal nos Quatrocentos Anos de Natal Mauro Quintaes
2000 6ºlugar Especial Sou Rei, Sou Salgueiro, meu Reinado é Brasileiro Mauro Quintaes
2001 4ºlugar Especial Salgueiro no mar de Xarayés, é Pantanal, é Carnaval Mauro Quintaes
2002 6ºlugar Especial Asas de um sonho, Viajando com o Salgueiro, O orgulho de ser brasileiro Mauro Quintaes
2003 7ºlugar Especial Salgueiro, Minha Paixão, Minha Raiz - 50 Anos de Glórias Renato Lage e Márcia Lávia
2004 6ºlugar Especial A Cana que aqui se planta, tudo dá... Até energia. Álcool – o combustível do futuro Renato Lage e Márcia Lávia
2005 5ºlugar Especial Do fogo que ilumina a vida, Salgueiro é chama que não se apaga Renato Lage e Márcia Lávia
2006 11ºlugar Especial Microcosmo: o que os olhos não vêem o coração sente Renato Lage e Márcia Lávia
2007 7ºlugar Especial Candaces Renato Lage e Márcia Lávia
2008 Vice-campeã Especial O Rio de Janeiro continua sendo... Renato Lage e Márcia Lávia
2009 Especial Tambor Renato Lage
2010 Especial Renato Lage

editar Os Acadêmicos do Salgueiro

editar Os artistas da academia

editar Títulos


editar Ligações externas

Referências

  1. Jô Calça Larga, Siro, André Siqueira, Alda e Jorge
  2. http://www.sidneyrezende.com/noticia/20364+moises+santiago+e+tri+no+salgueiro "Moisés Santiago é tri no Salgueiro"
  3. Quando houver empates entre duas escolas numa mesma colocação, deve-se considerar a posição seguinte como vazia. Assim, por exemplo, se em determinado ano duas escolas forem campeãs, a que vier logo atrás deverá ser contabilizada como terceira colocada, e não segunda, ainda que o site da LIGA diga o contrário.
  4. De acordo com a nomenclatura dos grupos utilizadas atualmente pela Liga de Carnaval responsável, vide Anexo:Lista de escolas de samba do Brasil.