| Reino de España Espainiako Erresuma Regne d'Espanya Reino da Espanha |
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| Lema: Plus Ultra (Latim: ‘‘Mais Além’‘) |
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| Hino nacional: Marcha Real (também chamado de Marcha Granadera) | |
| GentÃlico: Espanhol(a) | |
Localização da Espanha (em vermelho) No continente europeu (em castanho claro e branco) Na União Europeia (em castanho claro) |
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| Capital | Madrid 40° 26′N 3° 42′E |
| Cidade mais populosa | Madrid |
| LÃngua oficial | castelhano (ou espanhol) (em algumas comunidades autônomas também o catalão/valenciano, basco, galego e asturiano) |
| Governo | Monarquia Constitucional Parlamentar |
| - Chefe de Estado | Juan Carlos I |
| - Presidente do Governo | José Luis RodrÃguez Zapatero |
| Formação | |
| - Unificação | 1469 |
| - União Dinástica | 1516 |
| - De facto | 1716 |
| - De jure | 1812 |
| Entrada na UE | 1 de Janeiro de 1986 |
| Ãrea | |
| - Total | 504.030 km² (51º) |
| - Ãgua (%) | 1.04 |
| Fronteira | Andorra, França, Gibraltar, Marrocos e Portugal |
| População | |
| - Estimativa de 2008 | 46.063.511 hab. (27º) |
| - Densidade | 90 hab./km² (106º) |
| PIB (base PPC) | Estimativa de 2007[1] |
| - Total | US$1,438 trilhões (11º) |
| - Per capita | US$33.700 (27º) |
| Indicadores sociais | |
| - IDH (2007) | 0.949 (13º) – elevado |
| - Esper. de vida | 80.9 anos (6º) |
| - Mort. infantil | 4.31/mil nasc. (208º) |
| Moeda | Euro1 (EUR) |
| Fuso horário | CET2 (UTC+1) |
| - Verão (DST) | CEST (UTC+2) |
| Clima | Mediterrâneo |
| Org. internacionais | ONU, OCDE, UE, OTAN, União Latina |
| Cód. ISO | ESP |
| Cód. Internet | .es |
| Cód. telef. | +{{{código_telef}}} |
| Website governamental | Página do Senado Espanhol |
| 1 Antes da adoção do Euro, a moeda era a Peseta. 2 Nas Ilhas Canárias, o fuso horário é 0 UTC. |
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A Espanha [2] (em castelhano e galego España, em catalão Espanya e em basco Espainia) é um paÃs da Europa meridional localizado na penÃnsula Ibérica. Tem a norte o golfo da Biscaia, a França e Andorra, a leste e a sul o mar Mediterrâneo, a sul o território britânico de Gibraltar, a oeste Portugal e a sul e oeste o Oceano Atlântico. Além da porção ibérica, a Espanha possui também os arquipélagos das Baleares no Mediterrâneo e das Canárias no Atlântico e as cidades de Ceuta e Melilla (além de várias ilhotas e rochedos junto à costa africana), e o enclave de LlÃvia, rodeado por França.
O paÃs está dividido em comunidades autônomas. Algumas destas comunidades, como a Galiza, o PaÃs Basco (PaÃs Vasco, em Castelhano, ou Euskadi em basco) e a Catalunha (Catalunya em catalão e Catalunha em Castelhano), têm lÃnguas próprias. Desde a sua adesão à União Européia em 1986, a Espanha tornou-se um paÃs altamente industrializado e a 8ª maior economia mundial.
Ãndice |
editar Etimologia
O nome Espanha deriva de Hispania, nome com o qual os romanos designavam geograficamente a PenÃnsula Ibérica, nome que por sua vez provém do nome Ibéria. Fato do termo Hispania não ter uma raiz latina resultou na formulação de diversas teorias sobre a sua origem, algumas doas controversas. A opção mais aceitada seria a de que o nome Hispania provém do fenicio i-spn-ea. [3]. Os romanos tomaram essa denominação dos vencidos cartaginenses, interpretando o prefixo i como costa, ilha ou terra, e o sufixo ea com o significado de região. O lexema spn foi traduzido como Coelhos (na realidade Dassies, animais comuns no norte da Ãfrica). Os romanos, por tanto, deram ao nome Hispania o significado de terra de coelhos abundantes.
editar História
A Historia da Espanha é a própria de uma nação européia, que compreende o perÃodo entre a pré-história e a época atual, passando pela formação e queda do primeiro Império espanhol. Os primeiros humanos chegaram à PenÃnsula Ibérica no território da atual Espanha há 35 mil anos. Durante os milênios seguintes o território foi invadido e colonizado por cotas, fenÃcios, cartagineses, gregos e pelo ano 200 a. C. a maior parte da PenÃnsula Ibérica começou a formar parte do Império Romano. Após a queda de Roma, a penÃnsula foi dominada pelo Reino visigodo, o embrião da atual Espanha. Tal reino foi estabelecido no século V e se manteve até os começos do século VIII. No ano 711 aconteceu a primeira invasão de muçulmanos, vindos desde o Norte da Ãfrica, e que em poucos anos dominaram grande parte da PenÃnsula Ibérica. Durante os 750 anos seguintes, se estabeleceram pequenos reinos independentes, chamados ‘‘Taifas’‘, ainda que a área total de controle muçulmano se conhecia com o nome de Al-Andalus. Enquanto o resto da Europa permanecia na Idade das Trevas, Al-Andalus florescia cultural, cientÃfica e artisticamente. As contÃnuas disputas entre muçulmanos e cristãos tiveram como conseqüência a Reconquista, começando no século VIII com a resistência cristã no norte da Espanha e através dos seguintes séculos com o avanço dos reinos cristãos ao o sul, culminando com a conquista de Granada e com a expulsão dos últimos mouros em 1492. Durante este perÃodo os reinos e principados cristãos se desenvolveram notavelmente, incluÃdos os mais importantes, o Reino de Castela e o Reino de Aragão. A união destes dois reinos através do casamento em 1469 da Rainha Isabel I de Castela e o Rei Fernando II de Aragão levou à criação do Reino da Espanha.
O ano 1492 é também lembrado como o ano em que os reis católicos enviaram o explorador Cristóvão Colombo através do oceano Atlântico em busca de uma nova rota comercial com a Ãsia. A chegada de Colombo ao Novo Mundo e o posterior desenvolvimento do Império espanhol levaram a Espanha a uma era dourada. Durante os seguintes séculos, a Espanha como uma potência colonial se alçou como a mais importante nação européia no cenário mundial, assim como ator principal nos assuntos europeus. A literatura e as belas artes na Espanha floresceram de maneira muito significativa durante este perÃodo, conhecido pela expulsão dos judeus e dos muçulmanos e pelo estabelecimento da Inquisição. Durante os seguintes trezentos anos, o império colonial espanhol cobriu a maior parte de América do Sul, grandes porções de América do Norte, as Filipinas na Ãsia, assim como porções de costa na Ãfrica, convertendo-se em um dos maiores impérios da historia. Financiado sobremaneira pelas riquezas obtidas em suas colônias, a Espanha entrou em guerras e intrigas na Europa continental, incluindo, por exemplo, a obtenção e perda de posses nos atuais PaÃses Baixos e Itália, e mantendo guerras com Inglaterra (incluindo o famoso fracasso da conhecida como Armada InvencÃvel) e França. Com a morte de Carlos II a dinastia dos Habsburgo se extinguiu para deixar lugar aos Borbões, após a Guerra de Sucessão. Como conseqüência desta guerra a Espanha perdeu sua preponderância militar e após sucessivas bancarrotas o paÃs foi reduzindo paulatinamente seu poder convertendo-se, no final do século XVIII, em uma potência menor.
O século XIX foi testemunha de grandes mudanças na Europa, acompanhadas pela Espanha. Na primeira parte desse século, a Espanha sofreu a independência da maioria de suas colônias no Novo Mundo. O século também esteve marcado pelas intervenções estrangeiras e os conflitos internos. Napoleão chegou a colocar seu irmão José Bonaparte no governo da Espanha. Após a expulsão dos franceses, a Espanha entrou em um extenso perÃodo de instabilidade: se sucederam continuas lutas entre liberais, republicanos e partidários do Antigo Regime. A chegada da Revolução Industrial nas últimas décadas do século, levou algo de riqueza a uma classe média que se ampliava em alguns centros principais, porém a Guerra de Cuba, em 1898 levou à perda de quase todas as colônias restantes, restando apenas os territórios na Ãfrica. A pesar de um nÃvel de vida crescente e uma integração maior com o resto de Europa, no primeiro terço do século XX, seguiu a instabilidade polÃtica. Espanha permaneceu neutral durante a Primeira guerra mundial. Em 1936 Espanha se submergiu em uma terrÃvel guerra civil. A guerra deu lugar a uma ditadura fascista, conduzida por Francisco Franco que controlou o paÃs com mão de ferro até 1975. A Espanha foi oficialmente neutral durante a Segunda guerra mundial; as décadas seguintes à guerra foram relativamente estáveis a pesar da tremenda pobreza e destruição, e ainda que durante as décadas dos 60 e os 70 o paÃs experimentou um crescimento econômico assombroso permaneceu culturalmente e politicamente reprimido. Após a morte de Franco em 1975, a quem sucedeu o Rei Juan Carlos I, e a aprovação da Constituição de 1978, no transcurso do que historicamente se é conhecido como a Transição, foi realizada uma transformação sem precedentes do paÃs. Essa transformação levou a Espanha a ser atualmente uma democracia consolidada e uma das maiores potencias econômicas do mundo (a pesar de graves problemas como podem ser o terrorismo do ETA e a crescente pressão da imigração). Nesta época, além disso, a Espanha entrou na Comunidade Econômica Européia e organizou a Copa do Mundo de Futebol. Em 1992 foram celebrados os Jogos OlÃmpicos em Barcelona e a Exposição Universal em Sevilha, ao mesmo tempo em que se celebrava o 5º Centenário do Descobrimento da América por Cristóvão Colombo. No ano 2002 foi adotado o Euro como moeda oficial. Em 2004, nas vésperas das eleições, ocorreram os Atentados de Madri. Nestes atentados, bombas colocadas pela Al-Qaeda em vários trens da cidade de Madri vitimaram 192 pessoas e deixaram centenas de feridos. [4] Em conseqüência deste acontecimento, o PSOE venceu as eleições, governando o paÃs desde então. [5] Em 2005 a Espanha permitiu aos homossexuais o casamento civil e o direito de adoção. Em 2008 aconteceu em Saragoça mais uma Exposição Universal, cujo tema foi a Ãgua.
editar PolÃtica
A Espanha é uma monarquia parlamentaria, com um monarca hereditário que exerce como Chefe de Estado – o Rei da Espanha, e um parlamento bi-cameral, as Cortes Gerais.
editar Divisão de poderes
O poder executivo é formado por um Conselho de Ministros presidido pelo Presidente do Governo, que exerce como Chefe de Governo, e o poder judicial está formado pelo conjunto de Juizados e Tribunais, integrado por JuÃzes e Magistrados, que têm a potestade de administrar justiça em nome do Rei.
O poder legislativo se estabelece nas Cortes Gerais, que são o órgão supremo de representação do povo espanhol. As Cortes Gerais são compostas de uma câmara baixa, o Congresso dos Deputados, e uma câmara alta, o Senado. O Congresso dos Deputados é formado por 350 membros eleitos por votação popular, em listas fechadas e através de representação proporcional mediante circunscrições provinciais, para servir em legislaturas de quatro anos. O sistema não é absolutamente proporcional, já que existe um número mÃnimo de assentos por circunscrição (3) e se usa um sistema proporcional levemente corrigido para favorecer as listas majoritárias (o Sistema d'Hondt). O Senado possui 259 membros, dos quais 208 são eleitos diretamente mediante voto popular, por circunscrições provinciais, em cada uma das quais se elegem 4 senadores, seguindo um sistema majoritário (3 para a lista majoritária, 1 para a seguinte), exceto nas Ilhas Baleares e nas Ilhas Canárias, onde cada circunscrição é uma ilha. Os outros 51 são designados pelos órgãos regionais para servir, também, por perÃodos de quatro anos.
Na Espanha o sistema de votação é diferente de paÃses como o Brasil: não se vota no candidato, mas sim no partido, que já tem listas provinciais predefinidas. À medida que cada partido recebe seus votos, os integrantes da lista vão sendo eleitos.
editar Subdivisões
Desde a Constituição de 1978 que a Espanha está dividida em 17 Comunidades Autônomas e as duas cidades autônomas de Ceuta e Melilla, gozando estas de estatuto intermediário entre o municÃpio e a Comunidade. Das 17 comunidades autônomas, quatro delas (Galiza, PaÃs Basco, Andaluzia e Catalunha) possuem condição de "Nacionalidades Históricas" reconhecidas na Constituição, juntamente com um "Estatuto de autonomia", o que reverte num maior poder e capacidade de decisão e soberania com respeito à s outras comunidades. As Comunidades dividem-se ainda em cinqüenta provÃncias.
Eis uma lista das comunidades e cidades autônomas:
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editar Estado das Autonomias
A Espanha é na atualidade o que se denomina um “Estado de Autonomiasâ€, um paÃs formalmente unitário, mas que funciona como uma federação descentralizada de comunidades autônomas, cada uma delas com diferentes nÃveis de autonomia. As diferenças dentro deste sistema são provocadas pelo processo de transferência de responsabilidades do governo central para as regiões foi pensado em um principio como um processo, que garantisse um maior grau de autonomia somente à quelas comunidades que buscavam um tipo de relação mais federalista com o resto da Espanha (as chamadas comunidades autônomas de regime especial: Andaluzia, Catalunha, Galiza, Navarra e PaÃs Basco). Por outro lado, o resto de comunidades autônomas (comunidades autônomas de regime comum) teria uma menor autonomia. Porém, estava previsto que ao longo dos anos, estas comunidades fossem adquirindo gradativamente maior autonomia.
Hoje em dia, a Espanha está considerada como um dos paÃses europeus mais descentralizados, pois todos os seus diferentes territórios administram de forma local seus sistemas de saúde e educativos, assim como alguns aspectos do orçamento público; alguns deles, como o PaÃs Basco e Navarra, administram seu orçamento sem praticamente contar, excetuado em alguns aspectos, com a supervisão do governo central espanhol. Catalunha, Navarra e o PaÃs Vasco possuem suas próprias policias totalmente operativas e completamente autônomas. Excetuando Navarra (cuja policia se chama PolicÃa Foral de Navarra), tanto a policia da Catalunha (Mossos d'Esquadra) como a policia do PaÃs Basco (Ertzaintza) substituem as funções da Policia Nacional da Espanha em seus respectivos territórios. Navarra ainda está em processo de transferência de funções.
editar Separatismos
Existem na Espanha diversos movimentos polÃticos de posição separatista, ligados a nacionalismos periféricos, como o nacionalismo basco, o nacionalismo galego, o nacionalismo catalão, que reclamam a independência da Espanha dos territórios em que são ativos. Estes movimentos acontecem na Catalunha, Galiza, Navarra e no PaÃs Vasco, onde existen partidos explicitamente separatistas como a ‘‘União do Povo Galego’‘ (UPG), ‘‘Esquerda Republicana de Catalunya’‘, ‘‘Aralar’‘, o ‘‘Eusko Alkartasuna’‘, assim como os seguidores da chamada ‘‘abertzale’‘ que não se desvinculam do ETA (sua última denominação formal é Batasuna, partido ilegalizado em Espanha, mas legal em França). Por outro lado, partidos como o ‘‘Bloque Nacionalista Galego’‘ (BNG), ‘‘Partido Nacionalista Vasco’‘ (PNV) e ‘‘Convergencia i Unió’‘ (CiU) oscilam entre posturas autonomistas e abertamente separatistas.
editar Geografia
A Espanha ocupa a maior parte da penÃnsula Ibérica. Limita-se ao norte com o golfo de Biscaia, a nordeste com a França e Andorra, a leste e a sul com o mar Mediterrâneo, a oeste com Portugal e o oceano Atlântico. Mais da metade do paÃs é constituÃda de planaltos, a chamada ‘‘Meseta Central’‘, onde está situada Castela e La Mancha (de onde é Dom Quixote) - possui altura média de 600 m, onde se destaca a Cordilheira Central. O clima é continental no interior, mediterrânico na costa leste, sul, ilhas Baleares, Ceuta e Melilla, e oceânico no norte. Os principais rios são: Tejo (Tajo), Ebro, Douro (Duero), Guadiana, Guadalquivir e Minho (Minho). Tem uma extensão de 504.645 km², sendo o quarto paÃs mais extenso do continente, atrás de Rússia, Ucrânia e França (Cazaquistão e Turquia são maiores que a Espanha, porém aqui só se tem em conta a parte europeia de seus territórios) com uma altitude média de 650 metros sobre o nÃvel do mar, é o segundo paÃs mais montanhoso da Europa, atrás da SuÃça. Sua população é de 46.063.511 habitantes, baseado nos dados do ‘‘Padrón municipal de 2008’‘.
editar Meio ambiente
Desde o ano 1996 o Ãndice de emissões de CO2 subiu notavelmente na Espanha, descumprindo os objetivos do Protocolo de Kioto sobre emissões geradoras do efeito estufa e contribuintes da mudança climática. Ban Ki-moon, secretário geral da ONU, pediu à Espanha uma ‘‘liderança mais ativa’‘ na luta contra a mudança climática. [6]
A Espanha é um paÃs especialmente afetado pelo fenômeno da seca: durante o perÃodo 1880-2000, mais da metade dos anos foram classificados como secos ou muito secos. Sete anos da década dos 80 e cinco da década de 90 foram considerados secos ou muito secos. A mudança climática prevê para a Espanha gravÃssimos problemas meio ambientais, agravando as caracterÃsticas mais extremas. [7]
Segundo Al Gore, a Espanha é o paÃs europeu mais vulnerável ao efeito estufa.[8]
editar Demografia
Os movimentos migratórios, tanto internos quanto externos, foram determinantes na composição demográfica moderna da Espanha. Entre o final do século XIX e inÃcio do século XX, houve uma significativa corrente imigratória da Espanha para paÃses ibero-americanos. Entre os principais destinos estavam Cuba, Porto Rico, Argentina, Venezuela. A densidade populacional da Espanha é menor que a da maioria dos paÃses europeus. As populações rurais estão se movendo para as cidades. Nos últimos anos a Espanha apresenta uma considerável diminuição na taxa de imigração neta, deixando de possuir a maior taxa de imigração de Europa (em 2005 de 1,5% anual somente superado na UE pelo Chipre) [9] na atualidade sua taxa de inmigração neta chega a 0,99%, ocupando a 15ª posição na União Européia.[10] além disso, o 9° paÃs com maior porcentagem de imigrantes dentro da UE, por debajo de paÃses como Luxemburgo, Irlanda, Ãustria o Alemanha. [11]
Em 2005 a Espanha recebeu 38,6% da migração para a União Européia, principalmente de cidadãos de origem latino-americano, de outros paÃses de Europa Ocidental, de Europa Oriental e do Magreb. A população estrangeira na Espanha em 2007 cifrava-se em 4.144.166, um incremento de 11,1% em reação ao ano anterior. Este valor representa 9,3% dos 44.708.964 habitantes na Espanha. [12] A comunidade marroquina, com 563 mil residentes, é a mais numerosa, seguindo-se os equatorianos (461 mil), romênos (407 mil) e britânicos (274 mil).
A Espanha somente possui duas cidades que superam o milhão de habitantes: Madri (3.232.463) e Barcelona (1.595.110), porém existem 24 áreas metropolitanas, das quais cinco superam o milhão de habitantes: Madri (5.952.153), Barcelona (4.481.559), Valência (1.671.189), Sevilha (1.341.844) e Málaga (1.100.082), além da área metropolitana de Bilbao, que possui 950.155 habitantes.
editar Economia
Espanha está entre os 15 paÃses com maior PIB (nominal). Tradicionalmente, a Espanha sempre foi um paÃs agrÃcola e ainda é um dos maiores produtores da Europa ocidental, mas desde meados da década de 1950 o crescimento industrial foi rápido e logo alcançou um maior peso que a agricultura na economia do paÃs. Uma série de planos de desenvolvimento que começaram em 1964, ajudou a expandir a economia, mas nos últimos anos da década de 1970 começou um perÃodo de recessão econômica a causa da subida dos preços do petróleo, e um aumento das importações com a chegada da democracia e a apertura de fronteiras. Posteriormente, aumentou o desenvolvimento das industrias do aço, construção de navios, têxteis e mineiras. Na atualidade, a terceirização da economia e da sociedade espanhola queda clara tanto no produto interno bruto (contribuição em 2005: 67%) como na taxa de emprego por setores (65%). Os ingressos obtidos por o turismo permitem equilibrar a balança de gastos. Desde que Espanha se tornou membro de pleno direito na União Européia, as polÃticas econômicas evoluÃram em função de esta grande organização supranacional (PAC, IFOP, ...).
A Espanha é a décima primeira Nação com maior produto interno bruto (segundo o Fundo Monetário Internacional 2007) atrás apenas dos Estados Unidos, da China, do Japão, da Ãndia da Alemanha, do Reino Unido, da Rússia da França, do Brasil e da Itália. A economia da Espanha é a quinta economia mais forte da Europa com um PIB de mais de $ 1,400 trilhão. A Espanha também é um dos principais paÃses exportadores de automóveis. Contam-se o calçado, construção naval, siderúrgica, as indústrias quÃmicas e o têxtil. O cultivo é de 54%. Os principais produtos agrÃcolas são as uvas e as toranjas; a produção de vinho e de azeite tem muita importância, assim como a pesca, dizendo a Espanha que possui a maior frota pesqueira do mundo, e a indústria do turismo que tem uma responsabilidade considerável na economia espanhola.
- Agricultura: beterraba - 1,2 milhões de toneladas, cevada - 7,5 milhões, trigo - 4,3 milhões, batata - 4 milhões, uvas - 3,1 milhões, tomates - 3 milhões.
- Pecuária: ovinos - 23 milhões, suÃnos - 18 milhões, bovinos - 5 milhões.
- Indústria: automobilÃstica, construção naval, quÃmica, siderúrgica, têxtil, calçado, alimentar.
editar Cultura
editar Idiomas
O idioma oficial e o mais falado no conjunto da Espanha, por 99% da população, é o espanhol, lÃngua materna de 89% dos espanhóis, [13] que pode receber a denominação alternativa de castelhano. [14] [15] a estimação do número de falantes em todo o mundo vai desde os 450 [16] aos 500 milhões [17] [18] [19] de pessoas, sendo a segunda lÃngua materna mais falada depois do Chinês. [20] [21] [22] Se prevê que se torne a segunda lÃngua de comunicação internacional depois do inglês no futuro, e é a segunda lÃngua mais estudada após o mesmo. [23]
Além disso, se falam outras lÃnguas que podem ser oficiais em suas regiões de acordo com a Constituição e os Estatutos de Autonomia de cada Comunidade Autônoma. Ordenadas por número de falantes, estas LÃnguas são:
- Catalão (9% da população), co-oficial na Catalunha e nas Ilhas Baleares. É falado também, sem status de co-oficialidade, na chamada “Franja de Aragón†e na comarca do “Carcheâ€, em Múrcia. Oficialmente, se denomina Valenciano na Comunidade Valenciana, [24] onde também é co-oficial.
- Galego (5% da população), co-oficial na Galiza. É falado también em algumas zonas das provincias de Astúrias, Leão e Zamora, sem status de co-oficialidade.
- Euskera (1% da população), co-oficial no PaÃs Basco e terço norte de Navarra, donde se denomina estatutariamente "vascuence". É falado também na zona mista de Navarra (onde o euskera, sem ser oficial, tem certo reconhecimento) e de forma mais minoritária na zona “bascófonaâ€.
- Occitano, oficial na Catalunha, [25] onde é chamado “aranés†nos municÃpios do Vale de Arán (Lérida).
Também se falam uma série de lÃnguas ou dialetos románicos que não tem status de lÃngua oficial: o “asturleonêsâ€, falado em Astúrias [26] (chamado “Cántabroâ€, “montanhés†ou “pasiegoâ€), Leão, Zamora (chamado “leonésâ€), Salamanca e Extremadura [27] (chamado “extremenhoâ€), e o “aragonês†no norte de Huesca. Igualmente, o português é falado em algumas localidades fronteiriças extremenhas, principalmente por portugueses ali residentes.
A Espanha ratificou em 9 de abril de 2001 a Carta Européia das LÃnguas Minoritárias ou Regionais [28] do Conselho Europeu.[29]
editar Religião
O artigo 16.3 da Constituição Espanhola vigente define o paÃs como um Estado sem confissão: ‘‘Nenhuma confissão terá caráter estatal‘‘. Porém, é garantida a liberdade religiosa e de culto dos indivÃduos e é assegurada uma relação de cooperação entre os poderes públicos e todas as confissões religiosas. O catolicismo é a religião predominante no paÃs. a igreja Católica é a única mencionada expressamente na Constituição, no mesmo artigo 16.3: ‘‘... e manterão as conseguintes religiões de cooperação com a Igreja Católica e as demais confissões‘‘. 77,3% dos espanhóis se consideravam católicos, segundo um estudo do Centro de Investigações Sociológicas realizado em 2007. Seguindo a os católicos, o ateÃsmo e o agnosticismo supõe 18,9% e outras religiões minoritárias 1,7%. [30] não obstante, o porcentagem de praticantes é muito menor. Segundo o mesmo estudo, somente 18,5% vai a missa de forma regular: 2,3 vão à missa varias vezes na semana, e 16,2% nos domingos e dias festivos. Este grupo cumpre as disposições da própria Igreja Católica sobre fluência. Também existem 11,3% que vão alguma vez ao mês, o que indica o declive da religiosidade da população.
Em quanto a membros, a segunda religião em importância é a muçulmana. Calcula-se que há uns 800.000 fiéis, vindos fundamentalmente das recentes ondas de imigração. Há também um número crescente de igrejas protestantes, que somam cerca de 400.000 fiéis (a estatÃstica própria dos protestantes em Espanha indica 1.200.000, dos quais 400.000 são espanhóis e o resto são estrangeiros que residem na Espanha durante pelo menos seis meses ao ano), [31]. Em terceiro lugar vêm os Testemunhas de Jeová com 103.784 fiéis e logo após, com cerca de 20.000 fiéis, o mormonismo. A comunidade judia na Espanha não supera os 15.000 fiéis.
editar Esportes
O esporte na Espanha é dominado, principalmente, pelo futebol (desde o século XX), o basquete, o ciclismo, o tênis, o handebol, e pelos esportes de motor, principalmente o Motociclismo. A partir dos Jogos OlÃmpicos de 1992, disputados na cidade de Barcelona, o paÃs entrou na elite mundial em diversos esportes. Na Espanha se celebra anualmente no verão a ‘‘Volta ciclÃstica da Espanha’‘ (La Vuelta), que junto ao ‘‘Giro d’Italia’’ e o Tour de France, é uma das três competições ciclÃsticas mais importantes da Europa.
editar Tauromaquia
Na Espanha se conserva a tradição de realizar diversos espetáculos taurinos, tais como os ‘‘encierros’‘ (corridas nas quais as pessoas correm junto aos touros pelas ruas) e as ‘‘corridas de toros’‘ (touradas), que fazem parte da identidade de numerosas festas populares. As ‘‘plazas de toros’‘ com maior transcendência na temporada taurina são a de ‘‘Las Ventas’‘ em Madrid, a Plaza Monumental em Pamplona, a Plaza de la Maestranza em Sevilha e a Plaza de Valência.
editar Meios de comunicação
a televisão é o principal meio de comunicação do paÃs, com seis emissoras nacionais e varias de caráter autonômico. As principais emissoras do paÃs são a La 1, La 2, Antena 3, Cuatro, Telecinco e La Sexta. A imprensa está concentrada principalmente em dois consórcios jornalÃsticos cujos principais periódicos de circulação nacional são El PaÃs e El Mundo, além do ABC, La Razón e La Vanguardia. Na imprensa esportiva destacam o Marca e As.
editar Feriados
| 1 de Janeiro | Ano Novo | Año Nuevo | - |
| 6 de Janeiro | Epifania | EpifanÃa | Festa dos Reis Magos |
| 19 de Março | São José | San José | Exceto em Andaluzia, Baleares, Canárias, Catalunha e La Rioja |
| festa móvel | Quinta-Feira Santa | Jueves Santo | Exceto na Catalunha e Valência |
| festa móvel | Sexta-Feira Santa | Viernes Santo | - |
| 1 de Maio | Dia do Trabalho | DÃa del Trabajo | - |
| 25 de Julho | Apóstolo Santiago | Santiago Apóstol | Exceto em Andaluzia, Catalunha, Ceuta, Melilha e Navarra. |
| 15 de Agosto | Assunção | Asunción | - |
| 12 de Outubro | Dia da Hispanidade Festa da Virgem do Pilar |
DÃa de la Hispanidad Virgen del Pilar |
Festa Nacional e Dia das ‘‘Forças Armadas’‘ |
| 1 de Novembro | Dia de Todos-os-Santos | DÃa de Todos los Santos | - |
| 6 de Dezembro | Dia da Constituição | DÃa de la Constitución | - |
| 8 de Dezembro | Imaculada Conceição | Inmaculada Concepción | - |
| 25 de Dezembro | Natal | Navidad | - |
Referências
- ↑ IMF (2007). Página visitada em World Economic Outlook Database, April 2008.
- ↑ Titulo preliminar
- ↑ http://www.opais.com/articulo/cultura/Hallado/Cadiz/muro/3000/anos/opepucul/20070930opepicul_7/Tes/ Sobre inscrição encontrada em Cádiz
- ↑ El Mundo
- ↑ http://www.elpais.com/articulo/espana/Zapatero/repite/victoria/fuerza/elpepuesp/20080310elpepunac_1/Tes El PaÃs]
- ↑ http://www.ecoticias.com/detalle_noticia.asp?id=27582 Ecoticias] NotÃcia sobre Ban Ki-Moon.
- ↑ Ministerio de Medio Ambiente da Espanha
- ↑ Ecoticias NotÃcias Al Gore.
- ↑ Eurostat: População na Europa - 2005, População na Europa - 2004 (disponÃvel em francês, inglês e alemão)
- ↑ Index Mundi: Taxa de imigração neta, comparação paÃses
- ↑ ‘‘International Migration 2006’‘, United Nations, Department of Economic and Social Affairs, Population Division. United Nattions Publications, No. E.06.XIII.6, March 2006.
- ↑ ‘‘Mais de 80 mil portugueses vivem em Espanha’‘ - diáriodigital (visitado em 27-7-2008)
- ↑ Eurobarômetro 243: os europeus e suas lÃnguas
- ↑ de castelhano no Dicionário da Real Academia Espanhola: LÃngua espanhola, especialmente quando se quer uma distinção de outras lÃnguas faladas também como próprias na Espanha
- ↑ Titulo sobre idiomas na Constituição Espanhola
- ↑ I Acta Internacional da LÃngua Espanhola
- ↑ Instituto Cervantes Noticias do ‘‘El PaÃs’‘
- ↑ Universidad de México
- ↑ educar.org
- ↑ Ethnologue, 1996
- ↑ [1]
- ↑ CIA Factbook (ver dados de ‘‘World’‘ na coluna de ‘‘Country’‘)
- ↑ Instituto Cervantes em noticias de ‘‘O Universal’‘
- ↑ Artigo 7 do Titulo I do Estatuto da Comunidade Valenciana
- ↑ Artigo 6 do Estatuto de Autonomia de Catalunha
- ↑ LÃngua Asturiana
- ↑ LÃngua Extremenha
- ↑ Carta Europea das LÃnguas Minoritarias o Regionales
- ↑ Monitorização da aplicação da Carta. Os informes sobre a Espanha estão em castelhano.
- ↑ Barômetro do CIS. Abril 2007
- ↑ Federação de Entidades Religiosas Evangélicas da Espanha - FEREDE
editar Ligações externas
- Wikitravo:Espanha
- Casa Real de Espanha
- Presidência do Governo da Espanha
- Câmara Legislativa da Espanha
- Constituição espanhola
- Instituto Nacional de EstatÃstica
- Anuário EstatÃstico da Espanha
- Principais multinacionais da Espanha: uma força cada vez maior na economia, por William Chislett, no Real Instituto Ocano.
- Web oficial do turismo em Espanha
- Atlas da Espanha
- Estado das represas da Espanha
- Historia da bandera da Espanha
- The Economist classificação de paÃses por qualidade de vida (2005) -10º (em inglês)
- EstatÃsticas da Espanha no CIA World Factbook (em inglês)
- Ãndice da liberdade de imprensa - 29º sobre 139 paÃses (em inglês)
- Consulados para Espanha (em inglês)
