Elias Canetti (Ruse, 25 de julho de 1905 — Zurique, 14 de agosto de 1994) foi um escritor e ensaísta de nacionalidade turca e britânica que escrevia em alemão, tendo recebido o Prêmio Nobel de Literatura de 1981.
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editar Biografia
Elias Canetti nasceu em 25 de julho de 1905 em Rustchuk (hoje Ruse), na margem sul do Danúbio, na Bulgária, na fronteira com a Romênia. Seus pais, Jacques Elias (Elieser) Canetti e Mathilde Arditti, originam-se de famílias ricas de comerciantes judeus Sefarditas.
A primeira língua que ele falou em família foi o espanhol dos sefarditas, o ladino.
Depois que a Bulgária obteve sua independência total do Império Otomano em 1908, Canetti conservou a nacionalidade turca. Dois irmãos nasceriam em 1909 e 1911, respectivamente Nissim e Georg.
Em 1934, casou-se com Veza Canetti. Estabeleceu-se em Viena, na Áustria, em 1913, mas em sua juventude viveu também em Manchester, Zurique e Frankfurt am Main.
Em 1929, graduou-se em Química. Teve como modelo, no âmbito da literatura e da crítica da linguagem, o escritor e ensaísta austríaco Karl Kraus. Emigrou em 1938, e passou a viver em Londres a partir de 1939, recebendo a nacionalidade britânica em 1952.
Sua primeira obra literária foi o romance Die Blendung (1935). Os dramas Hochzeit (O Casamento) (1932), Komödie der Eitelkeit (1950) e Die Befristeten (1964) desmascaram o rosto de uma sociedade profundamente corrompida. Colocou o fundamento teórico de sua obra no ensaio "Massas e Poder" (Masse und Macht) (1960), que põe em relevo o significado fundamental dessa fenomenologia para a realidade política. Suas obras posteriores (Die gerettete Zunge, 1977; Die Fackel im Ohr, 1980; Das Augenspiel, 1985) tecem comentários e interpretam uma história de vida e trabalho muito singulares.
editar Prêmios
Recebeu o Grande Prêmio Estatal Austríaco de 1967, bem como o Prêmio Georg-Büchner de 1972 e a Condecoração Austríaca de Ciência e Arte de 1972.
editar Outras obras
- Die Stimmen von Marrakesch, 1968;
- Der andere Prozess, 1969;
- Die Provinz des Menschen, 1973;
- Der Ohrenzeuge, 1974;
- Das Gewissen der Worte, 1975;
- Das Geheimherz der Uhr, 1987;
- Unruhe der Gezeiten, 1989;
- Die Fliegenpein, 1992.
