Aquisgrão (Aachen)

Aachener Dom, já após várias intervenções em estilo gótico
Brasão Mapa
Brasão de Aquisgrão (Aachen)
Aquisgrão (Aachen)
Mapa da Alemanha, posição de Aquisgrão (Aachen) acentuada
Dados gerais
País: Alemanha Alemanha
Estado: Renânia do Norte-Vestfália
Região Administrativa: Colônia
Distrito: Distrito Urbano
Coordenadas geográficas: 50° 46' 0" N 6° 6' 0" E50° 46' 0" N 6° 6' 0" E
Altitude: 125-410 metros acima
do nível do mar
Área: 160,83 km²
População: 259.344 (31/12/2005)
Densidade populacional: 1.612,53 hab./km²
Código postal: 52062-52080
Código telefônico: 0241 (Süden 02408, Würselen,
Verlautenheide 02405,
Kohlscheid, Horbach 02407,
Herzogenrath, Merkstein 02406,
Baesweiler 02401, Alsdorf 02404)
Endereço da prefeitura: Markt
52058 Aachen
Website: sítio oficial
Prefeito: Dr. Jürgen Linden (SPD)

Aachen ou Aquisgrão (também Aquisgrana em português Bad Aachen em alemão; Aix-la-Chapelle em francês; ou ainda Aquisgrano em latim), é uma cidade independente (kreisfreie Stadt) da Alemanha, no estado da Renânia do Norte-Vestfália, localizada na região administrativa de Colônia. Situa-se em região de planície no oeste do país, próxima à fronteira da Bélgica e dos Países Baixos, apresentando clima temperado, com chuvas bem distribuídas.

Índice

editar Origem e evolução

A cidade foi fundada pelos romanos, no século I da era cristã. Em virtude de suas águas termais, recebeu a denominação de Aquae Grani (de que derivou Aquisgrana), em homenagem a Apolo Grano, tradicional protector dos banhos. Foi escolhida para capital do Sacro Império Romano-Germânico por Carlos Magno (que provavelmente nasceu em Aachen no ano 742 e que nela veio a falecer em 28 de Janeiro de 814), tendo sido a sede da coroação de 32 imperadores que lhe sucederam, até a cerimónia ser transferida para Frankfurt, no século XVII. Teve como concorrente política as cidades de Roma e Ravena. A primeira cidade, em importância política, e, a segunda, em tesouros arquitectónicos e históricos. Praticamente devastada pelos bárbaros em 881, foi reconstruída em 983, sendo novamente arrasada por violento incêndio em 1656, e mais uma vez, no século XX, durante a Segunda Guerra Mundial.

Aachen tem sido, de todas as cidades da Europa, a mais habitada e visitada por imperadores, reis e estadistas. Nela foram realizados, igualmente, inúmeros concílios, sínodos e dietas, e solucionaram-se diversas questões políticas. Destacam-se a assinatura do tratado de maio de 1668, que pôs fim à guerra da Devolução, entre a Espanha e a França, a do tratado de Outubro de 1748, conhecido como a Paz de Aachen, que determinou o final da Guerra da Sucessão da Áustria, e também o congresso de 1818, no qual foi sancionada a evacuação da França pelos aliados, após a derrota de Napoleão.

De 936 a 1531 os reis alemães foram coroados em Aachen. A cidade foi ocupada por tropas francesas em 1794 e mais tarde anexada 1801 pela França, passada à Prússia em 1815 e, de 1918 a 1930, a cidade foi ocupada pelos Aliados como resultado da derrota da Alemanha na Primeira Guerra Mundial. Durante a Segunda Guerra Mundial, dois terços de Aachen foram destruídos por bombardeamentos aéreos, e a cidade foi a primeira grande cidade alemã a cair para os Aliados, em Outubro de 1944.

editar População

A cidade de Aachen apresentava cerca de 244 mil habitantes em 1995 e é o principal centro da aglomeração urbana com cerca de 1 milhão e 870 mil habitantes que engloba Liège, na Bélgica, e Maastricht, nos Países Baixos (Holanda).

editar Economia

A cidade é centro industrial, comercial e turístico. Localiza-se em meio à região mineira de carvão. Apresenta indústrias têxteis, metalúrgicas, químicas e eletrotécnicas, destacando-se as produções de motores e anilinas. É sede da AC Schnitzer e Universidade RWTH.

editar Turismo

A função turística possui grande importância, em decorrência das termas e dos monumentos históricos. São encontradas na cidade 27 fontes de águas medicinais, sendo uma delas particularmente conhecida por sua temperatura extremamente elevada. O monumento mais importante é a catedral (Catedral de Aachen, em alemão Aachener Dom), em estilo bizantino ocidental tardio (arte carolíngia), sagrada em 805. Construída por ordem de Carlos Magno, aí está ele sepultado. Seu projeto é atribuído ao mestre Otão de Metz.


Imagem: Catedral de Aachen
A cidade de Aachen inclui a sítio Catedral de Aachen, Património Mundial da UNESCO.

Outros monumentos são as igrejas de São Nicolau e São Paulo, o Paço Municipal (Rathaus, em alemão), construído no século XIV, no qual foi assinada a Paz de Aachen (1748), e a Casa Consistorial.

Aachen é sede de bispado. Possui ainda uma universidade técnica, o Museu Suermondt, o Museu Internacional do Jornal e jardim zoológico extremamente bem montado, no seu limite ocidental. Liga-se com o restante do país por via ferroviária e rodoviária. Realiza-se anualmente na cidade, no mês de julho, importante torneio de hipismo (CHIO), de âmbito nacional.

editar Geografia

O núcleo inicial dos romanos situa-se sobre uma colina suave, ao sul da aglomeração actual. De lá, a cidade desenvolveu-se em direcção ao norte, onde se localiza a praça do grande mercado, à volta da qual foram construídos a catedral, a casa Consistorial e outros edifícios oficiais. A cidade antiga, que corresponde hoje ao centro de Aachen, era cercada por muralhas e fossos, os quais podem ainda ser encontrados, e apresenta ruas estreitas e retorcidas, dentro dos moldes medievais. Em volta desse centro, na parte exterior aos muros, vieram a expandir-se, posteriormente, os diversos bairros.

editar Aachen, a cidade de Carlos Magno (Karolus Magnus)

Trono de Carlos Magno na Catedral de Aquisgrana

A cidade de Aachen, situada na Alemanha, antigamente chamada de Aix-la-Chapelle, foi a cidade que o grande imperador dos carolíngios, Carlos Magno, escolheu para fazer a sede de seu império.

Ao que tudo indica, essa cidade termal teve assentamentos humanos desde cerca de 2500 a.C.. Com o nome francês de Aix-la-Chapelle foi a capital do império carolíngio. É hoje denominada Aachen, em alemão, e está situada no estado da Renânia do Norte na Alemanha, bem na fronteira com a Bélgica e os Países Baixos. Muitos povos viveram ali, nos períodos ancestrais, inclusive os povos celtas. Mas foram os romanos que a transformaram em centro urbano de relevância, com a construção de alguns templos e de alguns edifícios termais que fizeram a fama da cidade.

Seu nome original, em francês, foi citado pela primeira vez em documento do rei Pepino, em 765. Três anos depois o próprio Carlos, que após algum tempo assumiria o título de Magno, começou a manter ali uma residência. Ele gostava tanto do lugar, que duas décadas depois iniciou nessa cidade a construção de seu palácio - que no século XIV foi reconstruído - e de uma capela palatina. Não por acaso era o coração do governo carolíngio. Depois da morte de Carlos Magno, rei guerreiro, cuja tumba foi aberta na catedral erigida a partir da capela, os reis alemães passaram a ser coroados nesse mesmo espaço religioso, inclusive Carlos V, poderoso senhor do Sacro Império, em 1529. Embora tivesse muros desde 1171, o início da construção de suas grandes muralhas externas data de 1257. O trabalho de conclusão dessas barreiras tardou uma centena de anos e, ao final desse tempo, a cidade havia se transformado em centro de peregrinação religiosa.

Ao longo do século XVII, forte declínio teve início em Aix-la-Chapelle, com a destruição de muitos edifícios em grande incêndio em 1656. Depois foi ocupada por outros povos: os franceses, que levaram para Paris alguns dos bens culturais ainda remanescentes; em seguida, os prussianos. No final do século XIX, ela reunia 126 mil habitantes. Novamente mudou de dono, passando aos belgas, depois da Primeira Guerra Mundial. No começo do segundo grande conflito, foi alvo de intensos ataques aéreos. Só no final de 1944, quando tropas americanas ali combateram, foi finalmente liberada, mas com cerca de 65% de suas construções arrasadas. As principais foram reconstruídas a partir de 1945. Ela contava, na época, com menos de 12 mil habitantes, em razão de evacuações ditadas pela força.

Hoje é centro urbano que reúne atracções e é bastante agradável para passeios a pé. Para descansar, sempre existe um bom café, e vale a pena fazer essa paragem no mais antigo deles, o Büchel. Entre os lugares de visita obrigatória está a catedral, bastante transformada ao longo do tempo (a construção original é do século VIII), de maneira que parte de sua fachada ostenta mistura de estilos arquitectónicos, do romano ao gótico. Em particular, vale conferir a capela palatina e a colecção de objectos e relíquias, algumas, como os ossos do Imperador Carlos Magno, exibidas apenas a cada sete anos. Há, também, muitos museus, um deles inteiramente dedicado à imprensa, com edições originais de jornais de todo o mundo. Para mais informações, visite o sítio [1] - a página, em alemão, tem ainda francês e inglês como opções de idioma, e informa os horários em que os monumentos permanecem abertos e onde solicitar visitas guiadas.

editar Cidades geminadas

editar Ver também

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